Facebook Viva Youtube Viva Instagram Viva Linkedin Viva

Gripe avança no Centro-Sul; veja boletim e quais regiões estão em alerta

Freepik

População idosa e pessoas com comorbidades se vacinem o quanto antes - Freepik
População idosa e pessoas com comorbidades se vacinem o quanto antes
Por Emanuele Almeida

10/04/2026 | 12h59

São Paulo - A nova edição do Boletim InfoGripe, divulgada pela Fiocruz revela um cenário de contrastes na circulação de vírus respiratórios no Brasil. Enquanto muitos estados do Norte e Nordeste apresentam interrupção do crescimento ou queda no número de casos graves de influenza A, a doença continua aumentando em boa parte da região Centro-Sul.

Leia também: Fiocruz alerta para aumento de casos de gripe e reforça vacinação

A nova onda na região abrange os Estados de Mato Grosso, Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além de alguns Estados nordestinos como Paraíba, Alagoas e Sergipe.

Concentração da doença 

Apesar das quedas em algumas regiões, a incidência da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) ainda exige forte atenção das autoridades de saúde. O estudo constatou que 13 Estados continuam com incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento nas últimas seis semanas.

Os principais centros de concentração atuais são: 

  • Norte: Acre, Pará e Tocantins;
  • Nordeste: Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Sergipe e Bahia;
  • Centro-Oeste: Mato Grosso e Goiás;
  • Sudeste: Minas Gerais e Espírito Santo.

Embora haja um cenário geral de interrupção do crescimento ou queda nos casos graves de influenza A em muitos estados do Norte e Nordeste, a incidência da doença ainda permanece em níveis elevados nessas regiões

Entre as capitais, 11 apresentam incidência de SRAG em nível de alerta e com sinal de crescimento, sendo elas:

  • Palmas (TO);
  • Cuiabá (MT);
  • São Luís (MA);
  • Natal (RN);
  • João Pessoa (PB);
  • Recife (PE);
  • Aracaju (SE);
  • Maceió (AL);
  • Belo Horizonte (MG);
  • Vitória (ES);
  • Rio de Janeiro (RJ).

Impacto nos idosos

No que diz respeito à população idosa, os dados do boletim destacam um cenário de grande vulnerabilidade. A mortalidade por SRAG é significativamente maior entre os idosos, sendo liderada de forma expressiva pela influenza A e pela Covid-19.

Para se ter uma ideia do impacto letal, nas últimas quatro semanas epidemiológicas analisadas, a Inluenza A foi responsável por 40,5% dos óbitos entre os casos com resultado positivo para vírus respiratórios, enquanto o Sars-CoV-2 (Covid-19) respondeu por 25%.

Por outro lado, o levantamento traz um dado positivo: a diminuição geral dos casos de SRAG entre adultos e idosos tem sido impulsionada justamente pela recente queda das hospitalizações por influenza A em muitos estados, especialmente no Norte e Nordeste.

Diante do alto risco de mortalidade e complicações para os mais velhos, a pesquisadora Tatiana Portella reforça que a vacina contra a influenza é a principal forma de proteção contra casos graves e óbitos.

Leia também: Saiba como diferenciar os sintomas de gripe de outras doenças respiratórias

Ela reforça que é fundamental que a população idosa e pessoas com comorbidades se vacinem o quanto antes. Como medida de proteção coletiva a esses grupos vulneráveis, a recomendação é que pessoas com sintomas de gripe ou resfriado façam isolamento em casa ou, se precisarem sair, utilizem uma boa máscara. 

Comentários

Política de comentários

Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.

Gostou? Compartilhe

Últimas Notícias