Facebook Viva Youtube Viva Instagram Viva Linkedin Viva

Influenza A causou mais mortes que Covid-19 em 2025; veja cenário para 2026

Freepik

Boletim ainda alerta para alta de Influenza A em sete Estados no início de 2026 - Freepik
Boletim ainda alerta para alta de Influenza A em sete Estados no início de 2026
Por Emanuele Almeida

09/01/2026 | 10h41

São Paulo, 09/01/2026 - O encerramento do ano epidemiológico de 2025 revelou uma mudança importante no cenário da saúde pública brasileira: a Influenza A (gripe) ultrapassou a Covid-19 como a principal causa de mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre os casos com vírus identificado, de acordo com dados do InfoGripe, produzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). 

Ao todo, o Brasil notificou 13.678 óbitos por SRAG em 2025. Nos casos onde foi possível identificar o agente causador em laboratório, a Influenza A foi responsável por 47,8% das mortes, quase o dobro da participação da Covid-19, que respondeu por 24,7%.

Esse quadro contrasta com os dados referentes a 2024. Isso porque, enquanto naquele período a Covid-19 apresentava uma prevalência de 80,5% entre os óbitos com identificação viral positiva, a Influenza A representava apenas 7,3%, o ano de 2025 consolidou uma inversão desse cenário, colocando o vírus da gripe no topo das preocupações.

Além da gripe e da Covid, o balanço de 2025 indicou que o rinovírus, que causa a maioria dos resfriados comuns, foi responsável por 14,9% dos óbitos virais identificados, seguido pelo vírus sincicial respiratório (VSR) com 10,8%

Leia também: Alerta de gripe: veja vacinas que devem ser tomadas em 2026

Cenário para 2026

Apesar dos números expressivos do ano passado, o Boletim InfoGripe divulgado na quinta-feira, 8, traz um cenário mais positivo para o início de 2026. A análise da primeira semana epidemiológica (28 de dezembro de 2025 a 3 de janeiro de 2026) aponta para um sinal de queda no número de novos casos de SRAG em quase todo o território nacional, tanto no curto quanto no longo prazo.

A maioria dos Estados e capitais encontra-se fora das zonas de risco alto ou alerta. A única exceção no panorama geral é o estado de Rondônia, que permanece em nível de alerta, embora os dados não mostrem sinal de aumento na tendência de longo prazo.

Apesar da redução geral, o monitoramento destaca focos de preocupação regional. O boletim observa que as internações causadas pelo vírus influenza A continuam subindo em localidades específicas.

O aumento foi detectado em estados de três regiões:

  • Norte: Amazonas e Acre;
  • Centro-Oeste: Mato Grosso do Sul e Mato Grosso;
  • Nordeste: Ceará, Pernambuco e Sergipe.

Além da gripe, o estado de Sergipe também apresenta um sinal de retomada no crescimento de internações pelo vírus sincicial respiratório (VSR) - que causa infecções leves, como resfriados, mas pode levar a quadros graves - embora isso ainda não tenha gerado impacto significativo no total de casos de SRAG no estado.

O que circula agora?

Ao analisar as últimas quatro semanas, os dados revelam quais vírus estão circulando com mais intensidade. Entre os casos positivos notificados, o rinovírus, que causa a maioria dos resfriados comuns, lider\a com 38,6%, seguido pela influenza A (21,9%) e pela Covid-19 (13,9%).

Leia também: Gripe K: Ministério da Saúde reforça vigilância; saiba como se proteger

No entanto, quando se observa a letalidade, o cenário muda. Os óbitos recentes foram causados majoritariamente pela Covid-19 (34,8%), seguida de perto pela influenza A (28%) e pelo rinovírus (25,8%).

O boletim reforça um padrão já conhecido em relação à idade dos pacientes: a doença atinge as gerações de forma distinta. Enquanto a incidência de casos graves é mais elevada entre crianças pequenas — frequentemente associada ao rinovírus e ao metapneumovírus —, a mortalidade se concentra principalmente na população idosa. Tanto a Covid-19 quanto a influenza A demonstram maior impacto na mortalidade entre os mais velhos.

Comentários

Política de comentários

Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.

Gostou? Compartilhe

Últimas Notícias