Inverno favorece mofo e bolor; veja riscos e cuidados para saúde respiratória
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São Paulo - A chegada do inverno transforma a dinâmica dos ambientes internos. Com as janelas permanecendo fechadas por mais tempo e a redução da ventilação natural, a umidade tende a se concentrar em cômodos que recebem pouca luz solar. Essa combinação cria o cenário ideal para o surgimento de mofo e bolor.
Esse cenário exige atenção redobrada com o conforto respiratório — especialmente em lares com crianças, idosos, gestantes e pessoas alérgicas.
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Sintomas causados pelo acúmulo de umidade
Isso porque, a permanência em ambientes úmidos, mal ventilados e com mofo pode intensificar uma série de sintomas, como:
- Tosse persistente;
- Congestão nasal;
- Espirros;
- Irritação nas vias respiratórias;
- Falta de ar e chiado no peito.
Para as pessoas mais sensíveis, essa exposição contínua pode agravar problemas já existentes, como rinite, sinusite, bronquite e asma, além de prejudicar a qualidade do sono e o bem-estar.
A médica especialista em pneumologia pediátrica no Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, Luize Pereira, reforça a importância de monitorar a qualidade do ar interno durante o inverno.
“Em pessoas predispostas, o contato frequente com esporos de fungos e alérgenos presentes em ambientes úmidos pode aumentar a frequência dos sintomas e dificultar o controle clínico de doenças respiratórias”, alerta a médica.
Prejuízos ao patrimônio
Além de ser um risco para a saúde, o excesso de umidade é um grande inimigo da conservação de bens. Móveis, roupas, documentos, livros, instrumentos musicais, eletrônicos e até mesmo a estrutura interna dos imóveis podem ser danificados.
Quando expostos à umidade prolongada, os metais sofrem com oxidação e corrosão, enquanto a madeira e os tecidos podem ganhar manchas, deformações, fissuras e maus odores que, consequentemente, também afetam a saúde os moradores.
Essa situação é muito comum em apartamentos, imóveis com pouca circulação de ar, áreas sem incidência solar direta e regiões onde o frio é mais severo. Os principais sinais de alerta costumam aparecer em locais fechados, como armários embutidos, closets, despensas e lavanderias, e incluem:
- Cheiro de mofo;
- Paredes manchadas;
- Roupas com odor forte;
- Móveis estufados;
- Presença visível de bolor.
Como prevenir
Para proteger a casa e as pessoas, a prevenção deve envolver uma combinação de medidas práticas. É fundamental manter os ambientes limpos, permitir a circulação de ar sempre que possível e ficar atento aos primeiros sinais de umidade.
A pneumologista aponta que o uso de desumidificadores de ar é uma solução que ajuda na retirada da umidade excessiva, mantendo o ar em uma faixa equilibrada. Ao reduzir essas condições, diminui-se drasticamente o aparecimento do mofo e os odores associados à umidade.
Essa prática ajuda a proteger não apenas o bem-estar de famílias com histórico alérgico, mas também resguarda estoques, mobiliários e equipamentos em pequenos negócios, como clínicas, lojas e salões de beleza.
Como pontua a Luize Pereira, ambientes onde a umidade é devidamente controlada tornam-se inóspitos para a proliferação de fungos e ácaros. “Com menos umidade disponível, esses agentes encontram menos condições para se desenvolver, o que ajuda a reduzir gatilhos respiratórios e alérgicos”, explica.
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