Memorial da Pandemia é criado em homenagem às 700 mil vítimas da Covid-19
Walterson Rosa / Ministério da Saúde
São Paulo - O Memorial da Pandemia é um novo espaço cultural, em homenagem às mais de 700 mil vítimas da Covid-19. No Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS), no Rio de Janeiro, o espaço preserva essa memória coletiva.
A homenagem às vítimas reúne diferentes espaços no memorial:
- Uma instalação digital com os nomes das pessoas que morreram por Covid-19,
- Um monumento,
- Uma escultura de Darlan Rosa, criador do personagem Zé Gotinha,
- Um parquinho temático voltado ao público infantil, com foco na promoção da vacinação.
O Ministério da Saúde também presta homenagem a jornalistas e veículos que atuaram na cobertura da pandemia, destacando o papel da informação de qualidade no enfrentamento à desinformação, ainda refletida na cobertura vacinal.
Segundo o ministro Alexandre Padilha, a pandemia foi marcada por desinformação e descrédito da ciência.
“O Brasil viveu, durante a pandemia, não apenas uma crise sanitária, mas uma crise de responsabilidade pública. O negacionismo custou vidas. [...] Isso não pode ser normalizado nem esquecido. Preservar essa memória é essencial para que o Brasil nunca mais repita esse erro e para que a defesa da ciência e da vida seja sempre um princípio inegociável na condução da saúde pública", afirmou o ministro por meio de nota.
A reabertura do Centro Cultural integra as ações do Novo PAC voltadas à recuperação e valorização do patrimônio cultural brasileiro, com investimento de cerca de R$ 15 milhões na requalificação do espaço, segundo o Ministério.
Guia para o Pós-Covid
Também foi lançado o Guia Nacional de Manejo das Condições Pós-Covid no âmbito do SUS, elaborado em parceria com a Fiocruz, reúne orientações para identificação, diagnóstico e tratamento das sequelas persistentes da Covid-19, conhecidas como pós-Covid. O objetivo é ter uma referência única para o cuidado em todos os níveis de atenção do SUS.
O guia detalha manifestações clínicas que podem surgir a partir de quatro semanas após a infecção, mesmo em casos leves ou assintomáticos, e abrange complicações em diferentes sistemas do organismo. Também apresenta protocolos diagnósticos, recomendações terapêuticas e fluxos assistenciais na Rede de Atenção à Saúde, com atenção a populações vulneráveis.
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