Mesomorfo, ectomorfo e endomorfo: como os biotipos afetam após os 50 anos
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22/01/2026 | 08h06
São Paulo, 22/01/2026 - Os três biotipos corporais, mesomorfo, ectomorfo e endomorfo, são parte do diagnóstico corporal de uma pessoa. Isso é definido clinicamente, com cálculos de acordo com as dobras cutâneas, peso, circunferências e perímetros ósseos.
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Ao VIVA, a nutricionista Camila Caiado informou que a mesma pessoa pode ter níveis diferentes dos biotipos, que revelam uma tendência e podem impactar tanto a curto quanto a longo prazo.
Muitas vezes pensam que essas classificações são apenas visuais, que é só olhar para a pessoa para saber o biotipo dela, se facilmente ganha gordura ou massa muscular. Não é bem assim”.
- Mesomorfos: predisposição maior ao ganho de massa magra, ou seja, ganham musculatura com mais facilidade. Geralmente, têm ombros mais largos, a compleição óssea é mais forte.
- Endomorfos: mais facilidade para o ganho de gordura. Geralmente, têm a parte do tronco um pouco maior, os braços e as pernas menores. Isso não significa obrigatoriamente acúmulo de gordura, mas uma predisposição para isso.
- Ectomorfos: dificuldade para o ganho de massa e de gordura. Pessoas naturalmente mais longilíneas, alongadas, esguias e mais magras.
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Segundo a nutricionista, essa classificação não é usada por profissionais da saúde como diagnóstico. “Faz parte de uma série de passos onde a gente trabalha para identificar as possibilidades dos pacientes. Aquilo que eles terão mais facilidade e dificuldade no decorrer dos tratamentos”, explicou.
A gente sabe, por exemplo, que o mesomofo tem uma capacidade maior de ganho de massa muscular e que o endomofo vai ter uma dificuldade em perder gordura. E isso faz com seja possível alinhar estratégias para tratar melhor esse paciente ao longo da vida”, disse.
Impacto na velhice
Quanto ao risco de doenças, a nutricionista explicou que o ectomorfo tem risco maior de perda progressiva de massa, força e função muscular na velhice. Enquanto o endomorfo tem predisposição aumentada para doenças relacionadas ao excesso de peso e obesidade, como hipertensão, diabetes, apneia do sono.
Mesmo influente, o biotipo físico não é determinante, apontou. O estilo de vida é o maior influenciador na longevidade.
“Por exemplo, o mesomorfo vai ter uma facilidade maior para ganhar massa magra quando treina, e isso faz com que na velhice também ele tenha uma facilidade maior para manter essa massa magra”, disse.
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