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Neoplasia cervical de Luis Roberto é mais comum em homens de meia-idade

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A neoplasia cervical é uma condição que, historicamente, afeta de forma muito mais predominante os homens de meia-idade, mas cujo perfil de pacientes vem sofrendo mudanças - Reprodução/Instagram
A neoplasia cervical é uma condição que, historicamente, afeta de forma muito mais predominante os homens de meia-idade, mas cujo perfil de pacientes vem sofrendo mudanças
Por Emanuele Almeida

08/04/2026 | 17h04

São Paulo - O recente diagnóstico do narrador esportivo Luis Roberto, de 64 anos, que precisou se afastar de suas atividades profissionais após exames de rotina detectarem um tumor, trouxe à tona uma condição que merece atenção: a neoplasia cervical. 

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A neoplasia cervical é uma condição que, historicamente, afeta de forma muito mais predominante os homens de meia-idade, mas cujo perfil de pacientes vem sofrendo mudanças que exigem atenção.

Segundo o oncologista do centro especializado em oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Cheng Tzu Yen, "não existe exatamente um grupo preferencial, apesar de, historicamente, a neoplasia cervical ser mais comum em homens de meia-idade".

Ele alerta, porém,  que a doença vem crescendo de forma significativa entre as mulheres e também entre jovens não tabagistas ou pouco tabagistas.

O que é a neoplasia cervical?

De acordo com o oncologista Cheng Tzu Yen, a expressão "neoplasia da região cervical" é um termo bastante genérico e abrangente para descrever o surgimento de tumores, que podem ser tanto benignos quanto malignos, na área do pescoço.

O médico explica que a única forma de confirmar a natureza e a gravidade dessa lesão é através da realização de biópsia.

No caso das lesões benignas, o oncologista esclarece que elas geralmente não têm um crescimento agressivo e dispensam o uso de quimioterapia ou radioterapia, podendo ser apenas acompanhadas clinicamente ou removidas por cirurgia se estiverem comprimindo algum órgão.

Sintomas

A forma como essa doença acomete o corpo é o que a torna tão perigosa em suas fases iniciais: ela é silenciosa. O especialista explica que o desenvolvimento desses tumores é impulsionado por fatores de risco como o tabagismo, o consumo de álcool, a infecção pelo vírus HPV e até mesmo por uma má higiene oral e dentária.

No princípio, a doença afeta o paciente sem dar muitos avisos, pois os sintomas são escassos e a pessoa frequentemente não apresenta rouquidão nem nódulos grandes e visíveis.

Foi justamente a ausência de sintomas aparentes que tornou os exames de rotina fundamentais para o recente diagnóstico de Luis Roberto que está com a situação sob controle e confiante na medicina.

Tratamento e perspectivas

Apesar da apreensão que um diagnóstico de tumor na região da cabeça e pescoço pode causar, as chances de sucesso são excelentes se a doença for descoberta rapidamente. Tzu Yen destaca que, quando diagnosticado em estágio inicial, o tumor tem altas taxas de cura, variando entre 80% e 90%.

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"Esse é um tipo de tumor que tem sim, perspectivas de cura e de controle", afirma o especialista.

O tratamento varia conforme a gravidade. Inicialmente, recorre-se a cirurgias – havendo a possibilidade de cirurgia robótica em casos muito selecionados – e radioterapia.

Caso a doença esteja em um estágio mais avançado, o tratamento conta também com a quimioterapia e a imunoterapia, que vem ganhando grande destaque nos protocolos atuais.

Para evitar a doença ou encará-la da melhor forma, o conselho médico é manter a vigilância e cultivar hábitos de vida saudáveis, incluindo a manutenção minuciosa da saúde bucal com acompanhamento de um dentista.

Por fim, o oncologista aconselha que, diante da menor suspeita ou de qualquer sinal preocupante, o paciente deve buscar imediatamente a avaliação de um cirurgião de cabeça e pescoço ou de um otorrinolaringologista.

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