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O que é arritmia cardíaca? Entenda quadro que afetou Janones após debate

Deputado federal André Janones foi para a UTI após debate eleitoral entre Lula e Flávio; médicos explicam que problema pode ocorrer em qualquer idade

Bianca Bibiano

Por Bianca Bibiano

19/10/2026 | 15h50

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Arritmia pode ser causada por diversos fatores, incluindo estresse, excesso de cafeína e privação de sono - AdobeStock
Arritmia pode ser causada por diversos fatores, incluindo estresse, excesso de cafeína e privação de sono
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O deputado federal André Janones foi internado na UTI do Hospital Vila Nova Star em São Paulo devido a um quadro de arritmia cardíaca, após o debate presidencial deste domingo, 18.

A arritmia cardíaca pode afetar pessoas de qualquer idade e é frequentemente desencadeada por fatores como estresse, consumo excessivo de cafeína ou álcool, e condições como hipertensão e diabetes, aumentando a necessidade de monitoramento médico.

O tratamento da arritmia varia conforme a gravidade e pode incluir acompanhamento, medicamentos ou procedimentos mais invasivos, com a alta hospitalar dependendo da estabilidade do paciente e da necessidade de monitoramento contínuo.

Resumo gerado por IA

São Paulo - O deputado federal André Janones (Rede-PT), de 42 anos, foi internado ontem, 18, na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, após um quadro de arritmia cardíaca. 

De acordo com especialistas consultados pelo VIVA, a arritmia cardíaca é uma alteração no ritmo dos batimentos do coração, que em condições normais bate de maneira regular e coordenada. O problema pode ocorrer em pessoas de qualquer idade, inclusive naquelas que nunca tiveram um diagnóstico de doença cardíaca. 

"Quando existe alguma alteração na atividade elétrica responsável por controlar esses batimentos, o coração pode acelerar demais, ficar mais lento ou apresentar um ritmo irregular", explica o médico cardiologista Marcelo Bergamo, das equipes do Hospital Unimed e do Hospital Santa Bárbara, no interior de São Paulo.

Em alguns casos, está associada a alterações estruturais do coração, mas também pode ser desencadeada por fatores como estresse, consumo excessivo de cafeína ou álcool, privação de sono, alterações hormonais e distúrbios da tireoide. Não ter histórico cardíaco também não significa estar totalmente livre desse problema.
Marcelo Bergamo, cardiologista

Principais sintomas de arritmia

Segundo o médico Rodrigo Tostes, que atua na Rotina da Terapia Intensiva do Hospital Quali Ipanema, no Rio de Janeiro, os sintomas mais comuns incluem:

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  • Palpitações
  • Sensação de coração acelerado
  • Tontura
  • Falta de ar
  • Cansaço
  • Desmaios em situações mais graves

Ele diz que, embora nem todas as arritmias possam ser prevenidas, a adoção de hábitos saudáveis contribui significativamente para reduzir o risco:

Manter a pressão arterial e o diabetes controlados, praticar atividade física regularmente, evitar o consumo excessivo de álcool, não fumar, cuidar da qualidade do sono e manter acompanhamento médico são medidas importantes para a saúde cardiovascular.
Rodrigo Tostes, médico

Ele reforça que episódios recorrentes de palpitação ou alterações persistentes dos batimentos cardíacos não devem ser ignorados. "A avaliação médica permite identificar precocemente possíveis alterações e estabelecer o tratamento mais adequado, evitando complicações e preservando a qualidade de vida."

Fatores de risco para arritmia

De acordo com o cardiologista Marcelo Bergamo, dentre os fatores de risco, estão:

  • Hipertensão arterial
  • Doenças coronarianas
  • Insuficiência cardíacas
  • lterações nas válvulas cardíacas
  • Diabetes
  • Obesidade
  • Apneia do sono
  • Consumo excessivo de bebidas alcoólicas
  • Tabagismo
  • Sedentarismo

Além disso, o envelhecimento aumenta a probabilidade de algumas alterações do ritmo cardíaco, especialmente para o desenvolvimento da fibrilação atrial, uma das arritmias mais frequentes na população adulta.

"É importante lembrar que esses fatores não significam que a pessoa necessariamente terá uma arritmia, mas podem aumentar sua predisposição", completa Bergamo.

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Qual o tratamento?

O tratamento depende do tipo de arritmia, da sua gravidade, dos sintomas apresentados e das condições clínicas de cada paciente. "Em situações mais simples, pode ser suficiente corrigir a causa desencadeante, como desidratação, distúrbios eletrolíticos ou uso excessivo de substâncias estimulantes. Em outros casos, pode ser necessário utilizar medicamentos para controlar a frequência ou o ritmo cardíaco", destaca Rodrigo Tostes.

Ele ressalta que muitos pacientes que procuram atendimento por arritmia podem receber alta após avaliação médica, especialmente quando apresentam estabilidade clínica, ausência de sinais de gravidade e uma alteração do ritmo considerada de baixo risco. "Em determinadas situações, após o controle e a realização dos exames necessários, o paciente pode receber alta no mesmo dia, com orientação para acompanhamento ambulatorial."

Nesse sentido, Marcelo Bergamo completa que o mais importante é identificar o tipo de arritmia e avaliar o risco individual antes de definir a conduta. "Se houver desmaio, dor no peito, falta de ar intensa ou palpitações acompanhadas de mal-estar importante, é fundamental procurar atendimento de emergência", finaliza o cardiologista. 

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