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Quando fazer um check-up do coração? Veja recomendações por faixa de idade

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A recomendação é iniciar o acompanhamento cardiológico regular a partir dos 40 anos, mas algumas pessoas precisam iniciar antes; veja quando buscar um médico - AdobeStock
A recomendação é iniciar o acompanhamento cardiológico regular a partir dos 40 anos, mas algumas pessoas precisam iniciar antes; veja quando buscar um médico
Por Bianca Bibiano

12/07/2026 | 08h03

São Paulo - Muitas doenças cardiovasculares evoluem de forma silenciosa e podem permanecer sem sintomas por anos. Por isso, as sociedades de cardiologia defendem que check-up do coração deve ser planejado de forma individualizada, levando em conta fatores como idade, histórico familiar, presença de doenças crônicas, hábitos de vida e fatores de risco.

A avaliação preventiva permite identificar precocemente alterações como hipertensão arterial, colesterol elevado, diabetes, obesidade, arritmias e outros problemas antes que provoquem eventos graves, com um infarto ou um acidente vascular cerebral (AVC). Entenda a seguir quais são as recomendações por faixa de idade.

Quando começar o acompanhamento cardiológico?

A recomendação geral é iniciar o acompanhamento cardiológico regular a partir dos 40 anos, mas isso vale apenas para adultos jovens sem sintomas e sem fatores de risco conhecidos.

pessoas com histórico familiar de infarto precoce, morte súbita, colesterol elevado, hipertensão, diabetes, tabagismo, obesidade, sedentarismo ou doença renal devem iniciar a prevenção mais cedo e manter acompanhamento mais frequente, recomenda a Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul (SOCERGS).

Quem pretende iniciar atividades físicas mais intensas, como corrida ou musculação, também pode se beneficiar de uma avaliação prévia, inclusive os mais jovens e pessoas que estão há muito tempo sedentárias. 

Para adultos jovens sem sintomas e sem fatores de risco conhecidos, a recomendação é manter consultas periódicas na atenção primária ou com o médico assistente, incluindo aferição da pressão arterial, avaliação do peso, dos hábitos de vida e realização de exames laboratoriais quando indicados.

Cuidado com o coração muda a partir dos 40

A partir dos 40 anos, o risco cardiovascular ganha maior importância. Nessa fase, o cardiologista passa a considerar, de forma integrada, idade, antecedentes familiares, pressão arterial, níveis de colesterol e glicose, excesso de peso, prática de atividade física e possíveis sintomas para definir a necessidade de exames complementares.

Isso não significa que todas as pessoas devam realizar os mesmos exames. "O check-up cardiológico não deve ser entendido apenas como uma bateria de exames, mas como uma avaliação médica completa do risco cardiovascular", afirmou em nota o presidente da SOCERGS, André Luis Câmara Galvão.

"A periodicidade precisa ser individualizada, porque uma pessoa jovem com histórico familiar importante pode precisar de acompanhamento antes de alguém mais velho sem fatores de risco relevantes."

Para idosos, a atenção com o coração é redobrada

Entre pessoas idosas, o acompanhamento costuma ser mais frequente, especialmente entre aquelas com diagnóstico de hipertensão, arritmias, insuficiência cardíaca, doença arterial coronariana, diabetes ou colesterol elevado, 

Nesses casos, o objetivo é controlar os fatores de risco, ajustar tratamentos, monitorar a evolução clínica e reduzir a ocorrência de complicações cardiovasculares.

Como é um check-up do coração?

check-up cardiológico começa com uma consulta clínica completa, em que o cardiologista avalia hábitos de vida, histórico familiar, sintomas e possíveis fatores de risco.

A partir dessa análise, podem ser solicitados exames como eletrocardiograma, teste ergométrico, exames laboratoriais e, em alguns casos, avaliações mais específicas, como MAPA (Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial), Holter 24 horas e ecocardiograma. 

A presidente do Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Erika Campana, explica que às vezes a hipertensão evolui de forma silenciosa, sem sintomas aparentes e o acompanhamento cardiológico ajuda justamente a detectar alterações ainda nos estágios iniciais, aumentando as chances de prevenção e controle da doença.

Quanto antes a doença é identificada, maiores são as chances de controlar a pressão arterial e evitar complicações mais sérias, como AVC, infarto, insuficiência cardíaca e renal, e aneurismas". 

Quais sintomas exigem avaliação imediata?

A SOCERGS ressalta que alguns sinais não devem ser ignorados e justificam avaliação médica o quanto antes, independentemente da idade. Entre eles, estão:

  • Dor ou aperto no peito
  • Falta de ar
  • Palpitações
  • Tontura
  • Desmaios
  • Cansaço desproporcional
  • Inchaço nas pernas
  • Perda de rendimento físico

A sociedade médica destaca que o check-up cardiológico deve ser encarado como parte de um plano contínuo de prevenção e começa antes do aparecimento dos sintomas.

Em todos os casos, a recomendação geral para proteger o coração é a adoção de hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do peso, sono adequado, abandono do tabagismo, consumo moderado de álcool e acompanhamento médico periódico.

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