Facebook Viva Youtube Viva Instagram Viva Linkedin Viva

Pesquisa aponta Alzheimer como segunda doença mais temida pelos brasileiros

Adobe Stock

Os números mostram que 4 em cada 10 brasileiros conhecem alguém que possui Alzheimer - Adobe Stock
Os números mostram que 4 em cada 10 brasileiros conhecem alguém que possui Alzheimer
Por Emanuele Almeida

09/03/2026 | 11h57

São Paulo - Uma pesquisa do Datafolha revela que o Alzheimer é a segunda doença que os brasileiros mais temem que atinja um parente ou amigo, sendo a maior preocupação para 13% dos entrevistados. O câncer lidera de forma isolada, temido por 75% das pessoas. Em seguida, aparecem a Aids, com 9%, e o mal de Parkinson, com 1%. 

Leia também: Planejamento alivia desgaste de cuidadores de pacientes com Alzheimer

O levantamento foi realizado em dezembro de 2025 e ouviu 2.002 pessoas com mais de 16 anos em todas as regiões do Brasil, por encomenda da farmacêutica Eli Lilly. A média de idade dos entrevistados é de 44 anos, sendo que 22% do público pesquisado tem 60 anos ou mais.

Alzheimer é presente no convívio social

A presença da doença no convívio social da população também se mostrou expressiva. Os números revelam que 4 em cada 10 brasileiros conhecem alguém que possui Alzheimer. De forma mais específica, 41% dos participantes afirmaram já ter recebido o diagnóstico ou conhecer alguém próximo que o recebeu.

Apesar do temor elevado, há uma diferença clara em como a população enxerga a urgência do diagnóstico para o sucesso do tratamento. Quando questionados sobre qual doença exige uma descoberta mais rápida, 84% dos entrevistados citam o câncer e 10% apontam a Aids. O Alzheimer foi mencionado por apenas 4% nesse quesito, e o Parkinson por 1%.

Leia também: Anvisa libera novo medicamento para pacientes com Alzheimer em fase inicial

A pesquisa também expôs uma contradição entre a percepção teórica e a prática na busca por cuidados médicos.

Embora haja uma concordância quase total (99%) sobre a importância de ir a um médico aos primeiros sinais de Alzheimer, 60% das pessoas reconhecem que costuma haver uma grande demora entre os sintomas iniciais, como confusão mental e perda de memória, e a ida a um especialista.

Além disso, 88% dos entrevistados avaliam que, de modo geral, as pessoas só procuram ajuda quando a doença já está em estágios mais graves. Esse atraso na busca por atendimento se reflete diretamente nas estatísticas oficiais do País. Dados do Relatório Nacional de Demências (Renade), publicados pelo Ministério da Saúde em 2024, indicam que cerca de 80% dos casos de demência no Brasil não chegam a ser diagnosticados.

Essa taxa de subdiagnóstico brasileira é alarmante quando comparada a outras regiões do mundo, sendo superior às da Europa (53,7%) e da América do Norte (62,9%). Atualmente, o Brasil possui índices que se aproximam aos de países asiáticos, como a Índia e a China, onde a falta de diagnóstico supera a marca dos 90%. 

De acordo Relatório Nacional sobre a Demência: Epidemiologia (2024), cerca de 8,5% da população brasileira com 60 anos ou mais convivem com Alzheimer, representando um número aproximado de 1,8 milhão de casos. A projeção é que 5,7 milhões de pessoas sejam diagnosticadas no país até 2050. 

Comentários

Política de comentários

Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.

Gostou? Compartilhe

Últimas Notícias