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Anvisa libera novo medicamento para pacientes com Alzheimer em fase inicial

© Eisai/Divulgação

No estudo clínico, o Leqembi demonstrou retardar o declínio cognitivo em pacientes com Alzheimer em estágio inicial - © Eisai/Divulgação
No estudo clínico, o Leqembi demonstrou retardar o declínio cognitivo em pacientes com Alzheimer em estágio inicial
Por Marcel Naves

08/01/2026 | 08h00

São Paulo - 08/01/2026 - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou um novo medicamento para tratamento de pacientes diagnosticados na fase inicial da doença de Alzheimer. O Leqembi, das farmacêuticas Biogen e Eisai, que pertence a uma nova geração de anticorpos, é uma solução para diluição e infusão.
O remédio, produzido com o anticorpo lecanemabe, é indicado para retardar o declínio cognitivo das pessoas que já apresentam demência leve causada pela doença. Segundo a Anvisa, o medicamento reduz as placas beta-amiloides no cérebro cujo acúmulo define a doença de Alzheimer.

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As limitações 

Entre os  principais fatores que dificultam a adesão ao fármaco se destacam  o preço elevado e o risco de efeitos colaterais graves. Ainda não há previsão para valores no Brasil, pois a  Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) precisa definir o preço máximo.
Nos  Estados Unidos, o tratamento custa cerca de US$ 26,5 mil ao ano, o equivalente a aproximadamente R$ 143 mil na cotação atual.

O estudo

A Anvisa divulgou que o medicamento teve a eficácia clínica avaliada em um estudo principal com 1.795 pessoas que receberam o Leqembi ou placebo. Todos os participantes da pesquisa foram diagnosticados com Alzheimer em estágio inicial e com placas beta-amiloides. “A principal medida de eficácia foi a mudança nos sintomas após 18 meses”, constataram especialistas da Anvisa.
A avaliação ocorreu a partir de uma escala de demência denominada CDR-SB, utilizada para testar a gravidade da doença. Ela inclui questões que ajudam a determinar o quanto a vida diária do paciente foi afetada pelo comprometimento cognitivo. Ainda de acordo com o estudo, no subgrupo de 1.521 pessoas, os pacientes tratados com o novo medicamento apresentaram um aumento menor na pontuação CDR-SB do que aqueles que receberam placebo.

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