Raio-x 3D em 10 segundos? Veja novo avanço científico
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São Paulo, 17/02/2026 - O exame do raio-x é normalmente pedido por médicos para identificar se o paciente tem fraturas ou alterações internas no corpo. Esse exame, feito com radiação, tem evoluído junto de novas ferramentas, que surgem para oferecer imagens mais completas, rápidas e seguras.
Uma dessas inovações permite visualizar tecidos e vasos sanguíneos em três dimensões em apenas 10 segundos, sem uso de radiação.
Pesquisadores da Califórnia, nos Estados Unidos, desenvolveram um sistema de imagem médica capaz de ampliar a visualização do interior do corpo humano com alto nível de detalhe. A tecnologia recebeu o nome de RUS-PAT e combina dois métodos avançados para gerar imagens tridimensionais de forma não invasiva.
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O sistema consegue mapear tecidos e vasos sanguíneos ao mesmo tempo, alcançando até 10 centímetros de profundidade. Testes iniciais já produziram imagens detalhadas de mãos, pés e da cabeça, o que indica potencial para diversas aplicações clínicas.
Como funciona o aparelho?
O funcionamento do RUS-PAT integra duas técnicas. A tomografia ultrassônica rotacional utiliza um arco de sensores para criar imagens em 3D dos tecidos, superando o ultrassom tradicional, que gera apenas imagens em duas dimensões. Já a tomografia fotoacústica aplica pulsos de laser na mesma região, permitindo identificar vasos sanguíneos com maior precisão.
Esse novo método apresenta vantagens importantes: o sistema custa menos para ser desenvolvido do que equipamentos de ressonância magnética, não utiliza radiação ionizante e oferece mais informações do que o ultrassom convencional. Além disso, realiza exames rápidos e seguros.
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Quais tipos e diagnósticos?
Segundoa pesquisa, entre as aplicações mais promissoras estão o diagnóstico de doenças vasculares periféricas, a avaliação de tumores superficiais na oncologia e o acompanhamento da resposta a tratamentos, sem necessidade de contraste e com menor risco ao paciente.
Apesar do potencial, o sistema ainda enfrenta desafios antes de chegar à prática clínica. A principal dificuldade está na aplicação em regiões como o cérebro, onde o crânio pode interferir na qualidade dos sinais. Os pesquisadores, ainda, estudam ajustes como na frequência do ultrassom e melhorias no sistema para garantir imagens mais consistentes.
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