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HPV: veja sintomas, diagnóstico e tratamentos

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O HPV, sigla para Papilomavírus Humano, é um vírus que afeta a pele e as mucosas, variando entre áreas genitais, orais e anais. - Foto: Freepik
O HPV, sigla para Papilomavírus Humano, é um vírus que afeta a pele e as mucosas, variando entre áreas genitais, orais e anais.

Por Guynever Maropo

redacao@viva.com.br
23/01/2026 | 13h28

São Paulo, 23/01/2026 - O HPV, sigla para Papilomavírus Humano, é um vírus que afeta a pele e as mucosas, variando entre áreas genitais, orais e anais. A Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) explica que esse tipo de infecção sexualmente transmissível é a mais comum no mundo.

Existem mais de 200 tipos do vírus, sendo que alguns causam verrugas genitais e outros estão relacionados ao desenvolvimento de câncer.

Entre os cânceres associados ao HPV estão os de colo do útero, ânus, pênis, boca e garganta. A infecção ocorre principalmente por contato sexual, mesmo sem penetração. A vacinação oferecida gratuitamente pelo SUS é a principal forma de prevenção.

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Sintomas do HPV

De acordo com o Ministério da Saúde, na maioria das pessoas, a infecção pelo HPV não provoca sintomas. O vírus pode permanecer no organismo por meses ou anos sem causar sinais visíveis. Em muitos casos, o próprio sistema imunológico elimina o vírus de forma natural.

Quando surgem sintomas, eles costumam aparecer entre dois e oito meses após a infecção, mas podem levar anos para se manifestar. Pessoas com imunidade baixa e gestantes apresentam maior chance de desenvolver lesões.

Tipos de lesões 

1. Lesões clínicas visíveis

As lesões clínicas aparecem como verrugas na região genital ou anal. Elas podem ser únicas ou múltiplas, pequenas ou grandes, achatadas ou elevadas. Em geral, não causam dor, mas podem provocar coceira ou desconforto local.

Essas verrugas são causadas, na maioria das vezes, por tipos de HPV que não estão associados ao câncer. Mesmo assim, a avaliação médica é essencial para o diagnóstico correto.

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2. Lesões subclínicas (não visíveis)

As lesões subclínicas não podem ser vistas a olho nu e não causam sintomas. Elas podem ocorrer nas mesmas regiões das lesões visíveis e são identificadas apenas por exames específicos.

Essas alterações podem ser provocadas por tipos de HPV de baixo ou alto risco para câncer. Podem afetar vulva, vagina, colo do útero, pênis, ânus e, mais raramente, boca e garganta.

Diagnóstico do HPV

O diagnóstico do HPV é feito por meio de exame clínico e exames laboratoriais, conforme o tipo de lesão. No caso das mulheres, o exame preventivo Papanicolau é fundamental para identificar alterações nas células do colo do útero.

Esse exame não detecta o vírus diretamente, mas identifica lesões que podem evoluir para câncer. Quando essas alterações são tratadas precocemente, é possível prevenir praticamente todos os casos da doença.

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Tratamento do HPV 

Segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), não existe tratamento comprovado para eliminar o HPV quando não há lesões ou verrugas. Nesses casos, a principal orientação é manter os exames preventivos em dia e acompanhar possíveis alterações.

Quando surgem verrugas, o tratamento consiste na remoção das lesões. Os métodos incluem aplicação de substâncias químicas, uso de cremes, cauterização ou cirurgia, conforme a quantidade, o tamanho e a localização das verrugas.

Tratamento das lesões 

As lesões que antecedem o câncer podem ser destruídas ou retiradas cirurgicamente. Em mulheres mais jovens, o procedimento costuma ser simples e feito com anestesia local durante a colposcopia.

Em alguns casos, especialmente em mulheres mais velhas, pode ser necessária uma cirurgia chamada conização do colo do útero. O procedimento é realizado pela vagina e apresenta baixo risco de complicações.

Pessoas com imunodeficiência

Pessoas com imunodeficiência, como aquelas que vivem com HIV ou passaram por transplante, seguem as mesmas recomendações de tratamento. No entanto, necessitam de acompanhamento mais frequente.

Nesses casos, a resposta ao tratamento pode ser menor e as lesões podem reaparecer. Por isso, o retorno a UBS ou hospitais é fundamental ao surgimento de novas sintomas, ou alterações.

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Prevenções do HPV

1. Parceiros sexuais

É importante manter um rastreio frequente da saúde sexual com exames de checagem anuais. Porém, em caso de suspeita, é importante reforçar o uso de preservativos e buscar atendimento médico imediato para pessoa infectada e parceiro/a. É comum que uma pessoa esteja infectada sem apresentar qualquer sintoma visível.

A avaliação do casal ajuda a reduzir a transmissão do vírus e contribui para o diagnóstico precoce de possíveis lesões.

2. Vacina

A vacinação contra o HPV é a forma mais eficaz de prevenção. A vacina é oferecida gratuitamente pelo SUS para crianças, adolescentes e grupos específicos, como pessoas com HIV e pacientes oncológicos.

A vacina protege contra os tipos mais comuns do vírus, incluindo aqueles associados a verrugas genitais e câncer. Mesmo vacinadas, as mulheres devem continuar realizando o exame preventivo regularmente.

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3. Uso do preservativo

O uso do preservativo interno ou externo reduz o risco de transmissão do HPV, mas não elimina totalmente a possibilidade de infecção. Isso ocorre porque o vírus pode estar presente em áreas não cobertas pela camisinha.

O preservativo interno oferece maior proteção da vulva e deve ser utilizado desde o início da relação sexual para maior eficácia.

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