Saúde barra produção de vacina contra dengue da Takeda; País avança com imunizante do Butantan
Foto: Envato Elements
Por Broadcast
11/01/2026 | 15h57 ● Atualizado | 17h01
Brasília, 11/01/2026 - O Ministério da Saúde reprovou a proposta de Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) apresentada pela Fiocruz, em conjunto com a farmacêutica Takeda Pharma, para a produção nacional da vacina Qdenga, contra a dengue.
A vacina já é utilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em jovens de 10 a 14 anos, com esquema de duas doses. A expectativa era de que a eventual produção nacional ampliasse o volume disponível, podendo avançar para outras faixas etárias.
Em nota, o Ministério da Saúde afirma que o projeto não cumpriu os requisitos mínimos exigidos para participação no programa. Segundo a pasta, não houve apresentação de recurso contra a decisão.
"O projeto não assegurava o acesso integral ao conhecimento de produção do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), impossibilitando a produção nacional do produto, sendo esse o principal pilar do programa do Governo Federal, descrito na Portaria GM/MS nº 4.472/2024."
Estratégia de imunização
Além da Qdenga, o País incluiu recentemente em seu plano vacinal contra a dengue a Butantan-DV, imunizante de dose única desenvolvido pelo Instituto Butantan e aprovado pela Anvisa há cerca de um mês.
A nova vacina começará a ser aplicada a partir do próximo domingo, 18. Ainda em dezembro, segundo o Ministério da Saúde, havia cerca de 1,3 milhão de doses já fabricadas.
O público inicial será os maiores de 59 anos, com expansão gradual para outras faixas etárias até alcançar o público a partir de 15 anos.
Nas cidades de Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), a vacina será aplicada a partir de 17 de janeiro, e em Botucatu (SP), no dia 18. Nessas cidades, em um primeiro momento, serão vacinados os profissionais de saúde de atenção primária e, depois, pessoas de 59 anos até chegar ao público de 15 anos. No restante do País, a vacinação contra a dengue com a vacina QDenga continuará para o público de 10 a 14 anos, conforme a assessoria do Ministério da Saúde.
(Por Luiz Araújo)
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