Suplementos viram rotina e jovens já somam 65% das compras no Brasil
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São Paulo - A geração Z e o millenials (grupos com idades de 14 anos a 35 anos), têm sido protagonistas no consumo de suplementos alimentares e vitaminas no Brasil, respondendo por 65% de todas as compras efetuadas no varejo farmacêutico do País.
Os dados são de um levantamento da Impulso, unidade de negócios de mídia de varejo da RD Saúde, dona das marcas Raia e Drogasil, e mostra que o setor de suplementos passou por uma transformação profunda, deixando de ser restrito a atletas de alta performance e se incorporando à rotina diária de saúde de diferentes perfis de consumidores.
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Jovens lideram consumo
Em comparação com os consumidores mais velhos, os jovens da geração Z e os millennials apresentam uma frequência de ida às farmácias 28% maior. Além da maior assiduidade no ponto de venda, os objetivos desse público divergem dos padrões tradicionais: em vez da busca exclusiva por desempenho esportivo, as compras de suplementos feitas pelas gerações mais novas são focadas principalmente em produtos de beleza e emagrecimento.
Dados globais de outra pesquisa feita pela NielsenIQ (relatório Global State of Health & Wellness 2025) reforçam o achado da Impulso. Segundo pesquisa, o mercado de suplementação é quatro vezes maior do que a própria indústria farmacêutica no Brasil, tendo crescido cerca de 26% desde a pandemia.
A pesquisa da Impulso cita também uma forte disposição para o investimento financeiro e novos hábitos de compra:
- 55% dos consumidores declaram-se dispostos a investir mais de R$ 500 em seu bem-estar;
- 44% dos entrevistados planejam aumentar a ingestão de vitaminas e suplementos ao longo de 2026;
- A ascensão do e-commerce é marcante nessa categoria, registrando um crescimento de vendas online 65% superior ao ritmo observado nas lojas físicas.
Atenção aos riscos da autosuplementação
O uso indiscriminado de suplementos vitamínicos sem indicação profissional pode acarretar prejuízos à saúde, com destaque para a hipervitaminose D, que eleva os níveis de cálcio no sangue e pode provocar insuficiência renal crônica.
Além disso, o acúmulo de vitaminas lipossolúveis como a vitamina A pode causar danos graves ao fígado, enquanto o excesso de vitamina C aumenta o risco de cálculos renais. Essa prática muitas vezes mascara sintomas de condições mais graves, como anemias e disfunções hormonais, adiando o diagnóstico correto.
O National Center for Biotechnology Information reuniu inúmeros relatos de toxicidade e internações por falência orgânica associadas ao abuso de micronutrientes, enquanto as diretrizes da The Endocrine Society condenam o uso preventivo de megadoses por adultos saudáveis.
Para realizar uma suplementação saudável é preciso que ela ocorra somente após comprovação laboratorial de deficiência e sob estrita supervisão de médicos ou nutricionistas.
Sobre a pesquisa
Para chegar nesses números, a pesquisa realizou um cruzamento de inteligência de dados de varejo e estudos de mercado complementares. A pesquisa mapeou transações e comportamentos de compra ocorridos em seus canais digitais e em seu inventário físico de mais de 3,5 mil farmácias e 10 mil telas digitais espalhadas pelo Brasil.
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