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Como usar o celular para detectar 'smart tags' e evitar perseguições

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Smart Tags são usados por diversas empresas e podem ser facilmente adquiridos por criminosos - Adobe Stock
Smart Tags são usados por diversas empresas e podem ser facilmente adquiridos por criminosos
Por Felipe Cavalheiro

26/06/2026 | 08h35

São Paulo - As Smart Tags são pequenos rastreadores criados para facilitar a localização de chaves, carteiras e outros pertences pessoais. Apesar da aparência inofensiva, os dispositivos estão sendo usados para golpes e perseguição (stalking, em inglês) no contexto de violência contra a mulher.

Segundo dados da 1ª Delegacia de Defesa da Mulher, os casos de perseguição usando smart tags cresceram 15,5% no primeiro trimestre deste ano. 

Por ser pequeno, o aparelho – que tem o tamanho de uma moeda e pode ser adquirido por menos de R$ 100 – costuma ser escondido pelo criminoso nos pertences da vítima, para acompanhar sua movimentação via celular

O sócio da empresa de cibersegurança CLA Brasil, Paulo Baldin, explica que estes dispositivos exigem controles robustos de privacidade; porém o verdadeiro perigo está na modo de uso. "As fabricantes avançaram bastante nesses controles, mas não existe proteção absoluta".

Como se proteger das Smart Tags

É possível aumentar a proteção de celulares para lidar com as táticas mais furtivas dos perseguidores. Baldin conta que os smartphones conseguem detectar tags próximas e analisar se pertencem ao usuário ou se foram implantadas. 

"O aparelho compara o comportamento observado com o que seria esperado em condições normais e dispara um alerta quando identifica um desvio relevante", explica.

Siga o passo a passo abaixo para configurar o celular

O especialista também recomenda combinar tecnologia e procedimento, observando sinais físicos de risco, além de revisar bolsas, mochilas, veículos e objetos pessoais. 

Para ele, o apoio das autoridades também faz parte da resposta adequada, pois as proteções dos smartphones ainda possuem limitações técnicas. "Em segurança, isso é um bom exemplo de risco residual: a detecção reduz a exposição, mas não elimina completamente a ameaça."

Órgãos de defesa da mulher

Em nota, a Secretaria Estadual da Segurança Pública de São Paulo (SSP) relembrou sua ferramentas voltadas à proteção das mulheres. O Estado conta atualmente com 144 Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) e 220 salas DDM; além da Cabine Lilás, estrutura de atendimento instalada no Centro de Operações da Polícia Militar. 

A pasta também indica o uso do SP Mulher Segura. O aplicativo monitora, atualmente, a localização de 434 agressores; e possui um botão de pânico que já registra 16,6 mil acionamentos. 

Se você mora em outro Estado, procure os canais de atendimento da secretaria pública local para orientações e denúncias.

Estagiário sob supervisão de Luana Pavani

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