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Pesquisa: golpe virtual assusta mais a população do que assalto com morte

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Os golpes digitais incluem e-mails falsos, links que levam a páginas maliciosas e arquivos corrompidos com vírus - Adobe Stock
Os golpes digitais incluem e-mails falsos, links que levam a páginas maliciosas e arquivos corrompidos com vírus
Por Felipe Cavalheiro

11/05/2026 | 13h34

São Paulo - Cair em um golpe virtual é o medo mais comum dos brasileiros, presente em 83,2% da população. O número supera até mesmo o de ser furtado (72,8%) ou ser morto durante um assalto (80%). 

Leia também: Conheça quais são os tipos de golpes digitais e como se proteger

Os dados são da pesquisa “Medo do crime e eleições 2026: os gatilhos da insegurança”, divulgada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública  (FBSP) em parceria com o Datafolha. O levantamento foi feito em 137 municípios, com 2004 pessoas. 

O FBSP afirma que "o medo não é abstrato, mas tem a ver com a experiência concreta das pessoas". O golpe virtual é também o tipo de violência mais comum. Situações de perda de dinheiro por esquemas online foram experienciadas nos últimos 12 meses por 15,8% dos questionados , o que corresponderia a 26,3 milhões de brasileiros.

O relatório também apontou para uma possível subnotificação grave. Comparando as respostas obtidas com as denúncias de estelionato do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o FBSP estimou que apenas 8,2% das ocorrências de golpes são registradas

Mudanças de comportamento

Outra métrica do estudo foi questionar como o medo da violência muda o cotidiano da população. As práticas mais comuns foram mudar um percurso rotineiro (36,5%), deixar de sair à noite (35,6%) e deixar de sair com o celular (33,5%). 

Segundo afirmado no levantamento, estas práticas comuns de centros urbanos dialogam com o caráter metropolitano da violência, alcançando 19,2% de vítimas em cidades com mais de 500 mil habitantes, contra 12,7% em municípios de até 50 mil. 

Leia também: Como reforçar a proteção do seu celular para o caso de um roubo

Na análise do Fórum, o que tem impacto no dia a dia não é apenas a violência extrema em si, mas a expectativa de exposição à violência em situações banais do cotidiano. 

O dado central aqui é que o medo se territorializa: ele incide sobre o uso da cidade e transforma mobilidade em cálculo permanente de autoproteção", conclui o Fórum. 

Estagiário sob supervisão de Claudio Marques

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