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Golpes com links de viagem são risco na Semana Santa; veja como se proteger

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Criminosos se aproveitam da urgência dos feriados para disseminar ofertas falsas - Adobe Stock
Criminosos se aproveitam da urgência dos feriados para disseminar ofertas falsas
Por Alexandre Barreto

31/03/2026 | 11h18

São Paulo - Criminosos se aproveitam da proximidade de datas como a Semana Santa e a Páscoa para disseminar ofertas falsas de viagens e roubar dados e dinheiro, segundo a Branddi.

A empresa, especializada em proteção de marcas no ambiente digital, explica que, com a proximidade de feriados prolongados, o número de fraudes digitais tende a crescer.

Dados da plataforma mostram que entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, foram registradas 59.593 ocorrências de uso indevido de marcas do setor de turismo.

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Uma das principais dinâmicas dos criminosos é a disseminação de ofertas “irresistíveis” de passagens, pacotes turísticos ou hospedagens com preços muito abaixo do mercado, que direcionam para links falsos que simulam sites de agências ou companhias conhecidas.

“Ao clicar, a vítima pode fornecer dados pessoais, realizar pagamentos ou até instalar softwares maliciosos sem perceber”, explica a empresa.

Segundo a Sinch, líder global em comunicação em nuvem, o que diferencia essa nova onda de ataques é a velocidade e o alcance.

Os canais de comunicação digitais estão mais popularizados e permitem mensagens com imagens, vídeos, botões e até opções de pagamento integradas.

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Dessa forma, os links se tornaram o principal vetor de golpe, já que esses ambientes são mais atrativos e, ao mesmo tempo, mais vulneráveis. A empresa aponta que em poucos segundos o usuário pode ser direcionado a páginas falsas visualmente idênticas às originais.

“O Brasil já é um dos mercados mais avançados, e mais visados, quando falamos em fraude digital. O que vemos agora é a evolução de golpes tradicionais, que passam a usar links e canais digitais para ganhar escala e sofisticação”, afirma Mario Marchetti, diretor-geral da Sinch na América Latina.

Como essa fraude circula?

De acordo com as empresas, no Brasil, fraudes desse tipo costumam circular principalmente no WhatsApp, por SMS e nas redes sociais, com mensagens, na maioria das vezes, personalizadas e uma linguagem que convence o usuário e cria um “senso de urgência” para o clique imediato.

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Como se proteger dessa fraude?

O especialista aponta que, mesmo com os avanços em tecnologia de segurança, o principal fator para evitar fraudes é o comportamento do usuário na internet. Veja as principais dicas:

  • Desconfie de ofertas muito vantajosas e preços abaixos demais;
  • Evite clicar em links desconhecidos;
  • Sempre verifique a autenticidade de empresas são medidas fundamentais.

Cuidados na hora do pagamento

  • Prefira Pix para CNPJ e evite Pix para CPF pois golpistas usam contas de pessoa física para dificultar o rastreio;
  • Dê preferência ao cartão de crédito, pois permite contestação em caso de fraude;
  • Se fizer Pix, confira se o CNPJ do recebedor é o mesmo da nota fiscal ou contrato;
  • Após a compra, peça o localizador (PNR/e-ticket) ou a confirmação da reserva;
  • Confirme diretamente com a companhia aérea ou hotel se a reserva está ativa e paga.

Como verificar o link e o site

  • Compare o endereço com o oficial, pois golpistas usam URLs parecidas com pequenas mudanças;
  • Veja se há o cadeado de segurança ao lado do endereço, indicando certificado SSL e navegação criptografada;
  • Se tiver dúvida, consulte no Whois há quanto tempo o domínio existe, pois domínios muito recentes podem ser sinal de golpe;
  • Verifique o cadastro no Cadastur do Ministério do Turismo, pesquise no Google e no Reclame Aqui, e observe se as avaliações parecem reais, com relatos específicos;
  • Confira o CNPJ e veja se é válido e se corresponde ao nome da empresa.

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O que fazer se cair no golpe

  • Guarde provas como prints das conversas, site ou anúncio e comprovantes de pagamento;
  • Se foi cartão, conteste a compra; se foi Pix, solicite bloqueio/contestação ao banco imediatamente;
  • Faça Boletim de Ocorrência (preferencialmente na delegacia de crimes cibernéticos ou pela delegacia online do seu Estado);
  • Registre reclamação no Procon.

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