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Público 60+ já concentra 25% da renda nos lares brasileiros, diz pesquisa

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Já é possível identificar impactos estruturais do envelhecimento da população na economia - Envato
Já é possível identificar impactos estruturais do envelhecimento da população na economia
Por Fabiana Holtz

21/05/2026 | 09h43

São Paulo – A população 60+ é responsável por 25% da renda dos lares brasileiros, de acordo com o estudo Longevidade e Economia Brasileira, produzido pela Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP) em parceria com a Itaú Viver Mais.

Em 27% dos casos, eles são os principais responsáveis financeiros pelo domicílio. Divulgado nesta quinta-feira, o relatório também revela que 5,6 milhões de idosos vivem sozinhos no Brasil

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O levantamento com foco na longevidade busca apontar os desafios para a economia do País nas próximas duas década: em 2050, a população 60+ deve mais que dobrar, chegando a 66,5 milhões. Hoje, o Brasil tem 32 milhões de brasileiros acima de 60 anos (15,7%).

Segundo Eduardo de Rezende Francisco e Lauro Gonzalez, pesquisadores líderes do estudo na FGV EAESP, representando os centros de pesquisa FGVanalytics e FGVcemif, já é possível identificar impactos estruturais do envelhecimento da população na economia, as cidades e as dinâmicas sociais do país. 

Insegurança alimentar

Além de muitos carregarem o fardo de ser o principal provedor financeiro da família, 27,3% da população idosa vive com algum grau de insegurança alimentar. Segundo o estudo, entre 2009 e 2018 se observou um aumento de 20% no consumo de alimentos fora do lar, acompanhado de piora na qualidade.

Outro retrato da realidade econômica brasileira é o da desigualdade racial, com a população negra diminuindo nas faixas etárias mais avançadas.

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Entre os caminhos apontados pelos pesquisadores responsáveis pelo estudo sugerem a adoção de uma agenda integrada entre Estado, mercado e sociedade, com a implementação de políticas intersetoriais.

Outras questões importantes para o futuro da economia brasileira, acrescenta o estudo, são o fortalecimento da "economia do cuidado" e a adaptação das cidades para o bem-estar e inclusão.

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