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Meta processa grupos que usam deepfakes de famosos em anúncios falsos

Reprodução/Site drauziovarella.uol.com.br

Drauzio Varella é uma das personalidades cujas imagens são indevidamente usadas - Reprodução/Site drauziovarella.uol.com.br
Drauzio Varella é uma das personalidades cujas imagens são indevidamente usadas
Por Estadão Conteúdo

02/03/2026 | 12h41

São Paulo, 02/03/2026 - A Meta, responsável por plataformas como WhatsApp, Instagram, Facebook e Threads, acionou a Justiça do Brasil e da China contra grupos que utilizam deepfakes para aplicar golpes.

Segundo a empresa, os acusados manipulam imagens e áudios de celebridades e criadores de conteúdo para induzir usuários a interagir com anúncios que direcionam para sites fraudulentos. Essas páginas, em geral, solicitam informações pessoais ou pagamentos.

No Brasil, as ações judiciais atingem indivíduos e empresas que usaram vozes alteradas de famosos para promover produtos fraudulentos de saúde e que venderam cursos ensinando as táticas do golpe.

Na China, a Meta entrou na Justiça contra uma empresa que teria usado anúncios de "clickbait" para atingir usuários nos Estados Unidos e no Japão e atraí-los para um grupo de investimento.

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'Celeb-bait'

Muitas das propagandas falsas são relacionadas à saúde. Drauzio Varella, Renata Vasconcellos e Ana Maria Braga são algumas das personalidades cujas imagens são indevidamente usadas nesse tipo de prática. As imagens são utilizadas para passar credibilidade e vender falsos tratamentos, um método chamado pela Meta de "celeb-bait".

A empresa afirma que, para combater a tática, desenvolveu um programa de proteção voltado a celebridades cujas imagens são frequentemente exploradas nesse tipo de golpe. De acordo com a Meta, a tecnologia já protege fotos de mais de 500 mil figuras públicas em todo o mundo.

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'Cloaking'

Além de ações no Brasil e na China, a Meta também acionou a Justiça no Vietnã contra grupos que fraudavam assinaturas e utilizavam a técnica conhecida como "cloaking". A prática prejudica os sistemas de revisão de anúncios ao ocultar a verdadeira natureza do site vinculado à publicidade. Nesses casos, a página associada a um anúncio aparentemente legítimo exibe uma versão para o sistema de checagem, mas apresenta conteúdo diferente aos usuários.

Uma das empresas processadas no país veiculava anúncios fraudulentos que ofereciam produtos de marcas conhecidas com grandes descontos em troca do preenchimento de uma pesquisa. As vítimas eram redirecionadas a sites que solicitavam dados de cartão de crédito para a compra de itens que nunca eram entregues. Além disso, os cartões eram submetidos a cobranças recorrentes não autorizadas, prática conhecida como fraude de assinatura.

Contra esses casos, a Meta afirma que bloqueou e removeu os anúncios assim que foram detectados. A empresa também passou a utilizar ferramentas com inteligência artificial para aprimorar a identificação de peças que redirecionam usuários a sites prejudiciais. Segundo a companhia, os recursos permitem rejeitar anúncios com mais rapidez e agir de forma mais ágil após denúncias de usuários.

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