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OpenAI, dona do ChatGPT, propõe menos dias de trabalho para incentivar IA

Jernej Furman via Wikimedia Commons

A empresa dona do ChatGPT fez diversas recomendações de políticas industriais para lidar com os impactos da IA na economia - Jernej Furman via Wikimedia Commons
A empresa dona do ChatGPT fez diversas recomendações de políticas industriais para lidar com os impactos da IA na economia
Por Felipe Cavalheiro

06/04/2026 | 18h59

São Paulo - A OpenAI, Big Tech americana responsável pelo modelo de inteligência artifical ChatGPT,publicou nesta segunda-feira um conjunto de recomendações para lidar com o impacto da IA na economia. 

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Chamado de "Política Industrial para a Era da Inteligência: Ideias para Manter as Pessoas em Primeiro Lugar", o documento vêm pouco mais de um mês após a empresa receber críticas por firmar um acordo com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos. 

Com propostas voltadas especialmente ao lado social, mas com apenas três projetos concretos, a OpenAI se pronunciou em defesa da democratização da tecnologia

Acreditamos que devemos navegar por essa transição por meio de um processo democrático que dê às pessoas poder real para moldar o futuro da inteligência artificial que elas desejam."

Principais propostas

Direito à IA: fazer com que o acesso a modelos de inteligência artificial sejam conciderado um direito universal, comparável à eletricidade e à alfabetização. 

Escala 4x3: incentiva testes de semana de trabalho de 4 dias em 32 horas, sem redução de salário. A ideia é verificar se a produtividade ganha com a IA permite que o trabalhador tenha mais tempo livre. 

Verificação de IA: criar mecanismos de verificação integrados aos sites e plataformas, para que qualquer usuário possa aferir se um conteúdo foi produzido por IA, e instituições possam rastrear o criador. 

Fundo de riqueza pública: criação de um fundo que reuniria parte dos lucros das empresas de tecnologia e retornaria diretamente aos cidadãos, mesmo que não possuam investimentos na área. 

Contas de benefícios portáteis: enquanto muitos benefícios, especialmente nos EUA, ainda estão voltados a cargos e empregos registrados; a proposta é que planos de saúde e previdência sejam completamente ligados ao cidadão (como no CadÚnico) e sejam distribuídos automaticamente via algoritmo. 

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Para financiar as propostas de políticas sociais, a empresa não sugeriu investimentos diretos, mas sinalizou uma reforma no sistema de impostos. 

"A política fiscal deve se adaptar para garantir que os sistemas de seguridade permaneçam duráveis. Os governos podem reequilibrar os impostos, aumentando a cobrança sobre lucros corporativos e ganhos de capital para estabilizar o financiamento de programas essenciais de saúde e previdência", afirmou, em comunicado, a OpenAI.

Ações imediatas da empresa

Apesar de focar em recomendações abstratas, a OpenAI concluiu o documento indicando três ações para "iniciar a conversa": 

  1. A empresa criou um e-mail específico voltado para receber opiniões sobre as propostas:  newindustrialpolicy@openai.com. 
  2. Um programa de bolsas da OpenAI vai investir até US$ 100 mil para projetos de pesquias em IA. Outra forma da bolsa virá em "créditos de API", até o valor de USD 1.000.000. Esses créditos serão usados para conceder acesso gratuítuo às ferramentas da empresa. 
  3. A partir de maio, um espaço chamado OpenAI Workshop será aberto em Washington (Capital dos EUA), dedicado a reunir líderes de instituições para debater o futuro da IA. 

Estagiário sob supervisão de Pedro Marques

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