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Comunicação: saiba como falar bem em público e se destacar no trabalho

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Quem se expressa bem parece mais seguro, preparado e confiável e isso pode ajudar a aumentar a credibilidade profissional - Envato
Quem se expressa bem parece mais seguro, preparado e confiável e isso pode ajudar a aumentar a credibilidade profissional
Por Claudio Marques

03/02/2026 | 08h31 ● Atualizado | 08h31

São Paulo, 02/02/2026 - O velho ditado diz: “quem tem boca vai a Roma”. É uma amostra da importância de uma boa comunicação. E falar bem no trabalho ou em público é essencial porque as ideias, quando são bem comunicadas, geram impacto.

Não prestar atenção ou desdenhar da importância da comunicação pode levar um profissinal a perder oportunidades. E isso tem a ver com oratória, que é justamente a arte de falar bem em público: comunicar conteúdos de forma clara, envolvente e persuasiva, seja em discursos, apresentações, aulas ou reuniões.

Por que é importante 

1. Clareza e credibilidade -  Quem se expressa bem parece mais seguro, preparado e confiável. Isso aumenta a credibilidade profissional — mesmo quando duas pessoas têm o mesmo conhecimento técnico.

2. Influência e persuasão - Apresentações são momentos de decisão: aprovar um projeto, alinhar uma equipe, convencer um cliente. Falar bem ajuda a convencer sem impor.

3. Visibilidade profissional -  Em reuniões, pitches e apresentações, quem se comunica bem é mais lembrado, conquista mais espaço e costuma ser associado à liderança.

4. Economia de tempo e menos retrabalho - Uma boa apresentação evita ruídos, mal-entendidos e retrabalho. Mensagem clara = decisões mais rápidas.

5. Conexão humana -  Falar bem não é só técnica — é saber ler o público, contar histórias e gerar empatia. Pessoas se conectam com pessoas, não com slides.

6. Autoconfiança (efeito dominó) -  Quanto melhor você fala, mais confiante se sente. E quanto mais confiante, melhor você fala. Isso impacta reuniões, entrevistas e até conversas difíceis.

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Habilidade construída

No meio do caminho para chegar ao falar bem existem algumas pedras, sendo a timidez uma das mais lembradas, juntamente com o temido “branco”. Com mais de 20 anos de experiência em comunicação e fundadora da Salamarela, Nelise Cardoso, fundadora da Salamarela, que oferece cursos e treinamentos envolvendo oratória, apresenta um roteiro que pode ajudar a vencer o desafio de falar bem em público. 

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Nelise Cardoso ressalta a importância de se preparar bem antes de uma apresentação - Divulgação / Salamarela

De acordo com ela, a oratória não é um dom místico, mas uma habilidade construída sobre três pilares: autopercepção, estrutura e controle emocional. Ela faz uma conexão entre boa dicção e autoconhecimento. “A primeira coisa que eu falo para as pessoas, quando chegam a qualquer treinamento meu, é que primeiro precisamos ter autoconhecimento”, afirma.. 

Entre suas dicas, ela desmistifica o medo do julgamento, quando se fala em público, e oferece um roteiro prático para quem deseja transformar sua comunicação em uma ferramenta de reputação e impacto. 

Guia rápido para falar bem


1. O Ponto de Partida: autoconhecimento
Antes de se preocupar com gestos ou técnicas avançadas, o primeiro passo é a consciência. "Se não conseguimos nos perceber, então não sabemos o que precisa melhorar", afirma Nelise.

A recomendação é simples, embora possa parecer desconfortável para muitos: grave-se e ouça suas falas. E avalie:

  • Você fala rápido demais?
  • Sua voz passa clareza?
  • Você tem horror à própria voz?

Gravar um vídeo também ajuda a estudar sua postura e jeito de falar. Superar essa barreira inicial de se assistir é fundamental para identificar vícios de linguagem e problemas de dicção, que podem estar minando sua mensagem.

2. Conteúdo com intenção: o storytelling
Falar bem não é apenas sobre a "performance", mas sobre o que você entrega. Cardoso destaca que o maior erro é fazer apresentações vazias, focadas apenas no próprio apresentador. Deve-se portanto se preparar bem na elaboração do conteúdo.

"A comunicação começa muito antes de preparar um discurso. É preciso entender o que a plateia quer e qual o impacto daquela mensagem no outro", explica.

Para isso, o storytelling (a arte de contar histórias) e a roteirização são essenciais. Um discurso precisa de começo, meio e fim. Sem um roteiro claro, o palestrante corre o risco de se perder e terminar falando sobre "as férias" em uma reunião de resultados.

3. O medo do julgamento e o "branco"
O nervosismo, segundo Nelise, está quase sempre ligado ao medo do julgamento alheio e à síndrome do impostor. Para combater isso, ela sugere:

Rituais de concentração: Prepare o emocional antes de entrar em cena.

Técnicas de respiração: Use a fisiologia a seu favor para acalmar os batimentos cardíacos.

A "âncora" da mensagem central: deu branco? Volte para o seu objetivo principal. Repetir a ideia central ajuda o cérebro a retomar o fio da meada.

O truque da água: Beber um gole de água não serve apenas para hidratar, mas para ganhar segundos preciosos de silêncio para se organizar emocionalmente.

4. Linguagem corporal e voz
A oratória é um pacote completo. Nelise ressalta que a modulação da voz evita o tom monótono que desconecta o público. Além disso, o corpo fala:

Postura: Estar presente "de corpo e alma" transmite credibilidade.

Gestos intencionais: As mãos devem acompanhar a fala para dar ênfase (ex: indicar números ou tamanhos), e não se mover de forma aleatória ou ficar com as mãos escondidas no bolso.

Vestuário: A roupa não deve ser maior que a mensagem. Evite acessórios que façam barulho ou chamem mais atenção do que o que você está dizendo.

5. A oratória no dia a dia corporativo
Não é preciso um palco para praticar oratória. Ela é a base da sua reputação profissional. "Muita gente não cresce por falta de saber se comunicar, de saber se posicionar em uma reunião", alerta Nelise. “Ser assertivo não é ser agressivo; é saber expressar ideias e negociar pontos de vista com clareza.”

Treinar é primordial

Cardoso reforça a importância de se preparar bem para a apresentação. Ela é direta: treine. “Não confie apenas no improviso: até os mais experientes se preparam exaustivamente”, reforça. Segundo ela, se a tecnologia falhar, você deve ser capaz de seguir sem ela. Por isso, diz, é essencial se preparar bem antes e não depender de um slide, por exemplo. Porque, se o equipamento apresentar algum problema, pode seguir sem ele.

Outro conselho: respeite o tempo. “A gestão do tempo é uma forma de respeito com o público e com outros palestrantes” afirma.

No fim das contas, a boa comunicação é aquela que humaniza o aspecto técnico e gera conexão real. Nesse sentido, ela indica que é relevante, ao estruturar o conteúdo, se perguntar:  O que a minha mensagem pode ajudar os outros? "Se eu não tiver clareza disso, é só mais uma pessoa falando sobre um assunto aleatório."

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