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Férias também podem incentivar a autonomia das crianças, diz educadora

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O brincar sem roteiro desenvolve criatividade, negociação, cooperação, autonomia e imaginação - Envato
O brincar sem roteiro desenvolve criatividade, negociação, cooperação, autonomia e imaginação
Por Alessandra Taraborelli

05/01/2026 | 13h17

São Paulo, 05/01/2026 - As férias são um período para descansar, viajar, se divertir e também para criar memória com as crianças e incentivar a autonomia dos baixinhos. Assim como para os adultos, o período de descanso ajuda na reorganização das ideias, amplia repertório e fortalece aspectos emocionais. 
Para Cristiane Cristo, diretora pedagógica da Start Anglo Bilingual School, o aprendizado também acontece fora da escola. "Ele nasce da vida, das conversas, das perguntas inesperadas e das pequenas experiências que a criança vive em família. Quando existe presença e vínculo, a aprendizagem flui de forma natural e verdadeira” afirma.

O poder das experiências simples

De acordo com a educadora, as férias se tornam ainda mais significativas quando a criança participa da vida cotidiana. A aprendizagem aparece quando ela ajuda a preparar uma receita, organiza a mala da viagem, observa a natureza durante um passeio ou escolhe um livro para ler antes de dormir.
“Quando a criança participa das pequenas decisões e da rotina, ela entende que é capaz, que contribui e que sua presença importa. Isso fortalece pertencimento, autonomia e autoestima.” 
Ela destaca ainda que experiências assim criam reflexão, curiosidade, linguagem, repertório cultural e memórias afetivas que acompanham por toda a vida.
Para incentivar na promoção do desenvolvimento das crianças, a diretora criou um lista de caminhos simples e afetivos, que podem ser aplicados sem a pressão de estar em uma sala de aula. São eles:

1. Supermercado como espaço de descoberta

Comparar preços, observar embalagens, reconhecer frutas e conversar sobre escolhas ativa matemática, leitura, organização e noções de educação financeira.
“Quando a criança entende que dinheiro envolve escolhas, ela constrói autonomia”, explica Cristiane.

2. Cozinhar juntos

Ler receitas, medir ingredientes e observar transformações dos alimentos desenvolvem leitura funcional, pensamento lógico, curiosidade científica e fortalecem vínculo.

3. Natureza como laboratório vivo

Folhas, texturas, insetos, vento, sombras e sons estimulam investigação, imaginação e repertório sensorial de forma espontânea e divertida.

4. Conversas que ampliam o mundo

Perguntas simples como “o que te chamou atenção?” e “como você faria diferente?” constroem pensamento crítico e consciência emocional.

5. Cultura sem obrigação

Filmes, músicas, museus pequenos, feirinhas de bairro e histórias curtas ampliam visão de mundo com leveza.

6. Incentivo a outro idioma

Para famílias que já investem no aprendizado de uma segunda língua para as crianças, pequenas interações no idioma ajudam a manter o contato sem pressão: cantar músicas, nomear objetos ou usar comandos simples.
A educadora ainda ressalta a importância de brincar. “Esse é o território mais poderoso da infância. O brincar sem roteiro desenvolve criatividade, negociação, cooperação, autonomia e imaginação. A pausa resgata a infância. A brincadeira devolve leveza. O tempo em família fortalece laços. É nesses momentos verdadeiros que as crianças aprendem o que realmente importa.” 

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