Mulheres já ocupam 49% da produção científica no Brasil, aponta pesquisa
Adobe Stock
11/02/2026 | 14h46
São Paulo, 11/02/2026 - O Brasil está entre os países com maior presença feminina na produção científica. Entre 2002 e 2022, a proporção de pesquisadoras que assinam artigos científicos passou de 38% para 49%, segundo levantamento realizado pela Agência Bori em parceria com a Editora Elsevier. No ranking que reúne 18 países e a União Europeia, o País ocupa a terceira posição em participação feminina.
O crescimento reflete mudanças importantes nas últimas décadas, com maior acesso das mulheres ao ensino superior e à pós-graduação. Em algumas áreas, como saúde e ciências biológicas, a presença feminina já é consolidada.
Ainda assim, os números variam conforme o campo de atuação. Nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, conhecidas pela sigla STEM, as mulheres representam apenas 35% dos estudantes no mundo, segundo a Unesco.
Leia também: Dia da Ciência: veja onde encontrar mais de 2.600 livros científicos de graça
Em busca de igualdade de gênero
O Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado nesta quarta-feira, 11, foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2015 para ampliar o acesso e a participação igualitária de mulheres na ciência.
Especialistas em educação apontam que o incentivo precisa começar nos primeiros anos escolares, com estímulo à curiosidade, acesso a laboratórios e valorização das conquistas acadêmicas. A discussão envolve igualdade de oportunidades e o impacto da diversidade na produção de conhecimento e na solução de problemas.
A coordenadora de projetos pedagógicos do Bernoulli Educação, Luciana Chiminazzo, afirma que experiências práticas e contato com projetos científicos desde a infância aumentam as chances de que alunas se sintam capazes de seguir carreira nessas áreas.
Quanto mais cedo as meninas têm acesso a experiências científicas positivas, maiores são as chances de desenvolverem interesse, segurança e identificação com essas áreas, impactando diretamente suas escolhas acadêmicas e profissionais no futuro.”
Segundo a especialista, quando a escola incentiva perguntas, experimentos e participação ativa, a estudante passa a se enxergar como parte do universo científico.
Leia também: Nobel de Medicina premia cientistas que estudam câncer e doenças autoimunes
Comentários
Política de comentários
Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.
