Dia da Mulher na Ciência: conheça pesquisadoras de renome no Brasil e no mundo
Ilustração sobre fotos Divulgação/UFRJ/Arquivo Pessoal
São Paulo, 11/02/2026 - O Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado nesta quarta-feira, 11, foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2015 para ampliar o acesso e a participação igualitária das mulheres na ciência.
A data também contribui para dar visibilidade ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 5 da Agenda 2030 da ONU, que busca alcançar a igualdade de gênero e empoderar mulheres e meninas para realizarem seu potencial criativo.
Segundo a Unesco, a igualdade de gênero é uma prioridade global, assim como o apoio a jovens meninas, sua formação e o desenvolvimento de suas habilidades para fazer com que suas ideias sejam ouvidas.
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O Brasil já é um dos exemplos dessa evolução. No ranking que reúne 18 países e a União Europeia, o país ocupa a terceira posição em participação feminina na produção científica. Um levantamento da Agência Bori, em parceria com a Editora Elsevier, publicado em 2024, revelou que, entre 2002 e 2022, a proporção de pesquisadoras que assinam artigos científicos passou de 38% para 49%.
Hoje, é comum ver mulheres liderando pesquisas em universidades e centros de inovação, inclusive mulheres acima dos 50 anos nessas posições de destaque. O cenário demonstra uma mudança gradual e positiva em relação às gerações anteriores.
Cientistas como Tatiana Sampaio, 59 anos, que desenvolveu a polilaminina, proteína derivada da placenta capaz de regenerar circuitos nervosos em lesões de medula espinhal, e a neurocientista Suzana Herculano-Houzel, 54 anos, uma das principais pesquisadoras sobre a evolução do cérebro, são exemplos de atuação reconhecida nacional e internacionalmente.
Já no exterior, pesquisadoras como Jennifer Doudna, 61 anos, e Emmanuelle Charpentier, 57 anos, receberam o Prêmio Nobel de Química pelo desenvolvimento de tecnologia de edição genética.
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O avanço da presença feminina na ciência também pode ser observado por meio de pesquisadoras que ocupam posições de destaque no Brasil e em outros países. Veja nomes selecionados pelo VIVA com base no ranking World's Best Scientists 2026 que você deve conhecer:
Mulheres cientistas brasileiras
- Jaqueline Goes de Jesus participou do sequenciamento do genoma do vírus SARS-CoV-2 na América Latina, no início da pandemia de covid-19.
- A virologista Ester Sabino, professora da Universidade de São Paulo, atuou no sequenciamento do coronavírus e em estudos sobre doenças infecciosas.
- Na área de física, Marcia Barbosa é reconhecida por pesquisas sobre as propriedades da água e por iniciativas de incentivo à participação feminina na ciência.
- Referência na genética, Mayana Zatz é bióloga molecular, geneticista e professora da USP, além de pioneira no estudo de doenças neuromusculares. À frente do Centro de Estudos do Genoma Humano, ela é uma das vozes mais influentes na defesa das células-tronco no País.
- A química Lívia Eberlin desenvolveu a tecnologia conhecida como MasSpec Pen, ferramenta voltada ao auxílio na detecção de câncer durante cirurgias.
- A astrônoma Duilia de Mello participou de descobertas astronômicas e atua em projetos ligados à agência espacial norte-americana NASA.
- Elisa Frota Pessoa foi uma das primeiras mulheres a se formar em Física no Brasil e fundadora do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF).
Mulheres cientistas internacionais
- Jennifer Doudna e Emmanuelle Charpentier receberam o Prêmio Nobel de Química em 2020 pelo desenvolvimento da tecnologia de edição genética CRISPR.
- A engenheira bioquímica Frances Arnold também foi laureada com o Nobel por pesquisas sobre evolução dirigida de enzimas.
- Na área de biologia e genética, Aviv Regev se destaca em estudos de genômica e mapeamento celular.
- A engenheira química Zhenan Bao desenvolve pesquisas em materiais eletrônicos flexíveis.
- Já a astrofísica Katie Mack atua em estudos sobre matéria escura e evolução do universo, além de divulgar conhecimento científico ao público.
- A física e química Marie Curie, uma das mais conhecidas, foi primeira pessoa a ganhar dois prêmios Nobel de Física e Química. Além de ter sido pioneira no estudo da radioatividade.
- Rosalind Franklin foi uma Química cujas imagens de difração de raio-X foram cruciais para descobrir a estrutura em dupla hélice do DNA.
- Lise Meitner, da Áustria, foi uma Física que desempenhou papel crucial na descoberta da fissão nuclear e se tornou um dos grandes nomes da ciência.
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