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Verificação de identidade online também pode ajudar 60+, diz Safernet

Felipe Cavalheiro/VIVA

Thiago Tavares (Safernet) alerta que idosos são os mais afetados por fraudes de dados e vê na verificação de idade uma aliada - Felipe Cavalheiro/VIVA
Thiago Tavares (Safernet) alerta que idosos são os mais afetados por fraudes de dados e vê na verificação de idade uma aliada
Por Emanuele Almeida

11/02/2026 | 15h29 ● Atualizado | 15h30

São Paulo, 11/02/2026 - Com os esforços do setor público e privado para garantir ferramentas eficientes de verificação de idade, especialmente com a aproximação do início da implementação do ECA Digital em 17 de março, os idosos também poderão se beneficiar desse sistema, além das crianças, como aponta o presidente da Safernet, Thiago Tavares.

Há uma prevalência de incidentes envolvendo a população de 50 a 60 anos nessa categoria de fraudes, principalmente relacionadas à disponibilização de dados pessoais. Portanto, esse público também pode se beneficiar de sistemas de verificação de credenciais".

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Durante evento da Safernet junto ao NIC.br realizado nesta quarta-feira, 11, Tavares acrescentou que o acesso a dados e documentos pessoais no Brasil tornou-se comum e é uma das principais áreas em que a verificação de identidade poderá atuar.

"Hoje, há uma banalização do uso do documento original. Imagine ter um documento físico, fazer várias cópias autenticadas e distribuí-las ao longo do dia, em clínicas, consultórios médicos, dentistas, academias. É isso que está acontecendo atualmente", compara Tavares.

Novas ferramentas

O evento expôs a necessidade de sistemas que verifiquem a identidade da pessoa com apenas poucos dados. Dessa forma, essas ferramentas conseguiriam confirmar a idade de um usuário, sem a necessidade de precisar fornecer diversos dados sensíveis e o expor a riscos. 

Um dos padrões explicados foi o o ZPK ('zero knowledge  proof' ou chave de prova zero) um técnica que permite comprovar informações específicas (como identidade) sem revelás-la completamente ou documentos originais. O modelo tradicional usado atualmente tem um contexto de troca de dados intensa, como data de nascimento, RG, CPF, CNH, entre outros, as quais o site armazena e pode aumentar o risco de criar alvos para ataques e vazamentos.

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O Brasil está preparado para isso?

O ECA Digital é a norma mais atual que faz pressão na sociedade para que ferramentas de aferição de idade sejam cada vez mais aplicadas de forma correta e começa a vigorar no próximo mês, um prazo que especialistas consideram curto. Em contraste, outras legislações estrangeiras, como a do Reino Unido, concederam períodos mais longos, de até mais de um ano, para adaptação de usuários, governo e indústria.

O presidente da Safernet destaca o desafio para o Brasil em implementar algo tão complexo em seis meses, mas acredita que é possível.

"Não há precedentes internacionais para a implementação de algo tão complexo, mas acredito que existem profissionais capacitados tanto no setor público quanto no privado. Sou otimista e realista nesse aspecto e esperamos que os órgãos reguladores, como a ANPD, publiquem nas próximas semanas diretrizes sobre como a implementação será conduzida", avalia Tavares.

O diretor de Segurança e Prevenção de Riscos no Ambiente Digital do Ministério da Justiça, Ricardo de Lins, apresentou no evento os resultados da consulta pública sobre mecanismos de aferição de idade para regulamentação do ECA Digital, na qual sociedade civil, academia e indústria contribuíram com sugestões.

Ele ressalta que esse tipo de sistema não deve ser aplicado indiscriminadamente e não pode resultar em exclusão digital.

A aferição de idade não é para todos os casos. Há o risco de que, caso sejam inseridos de forma aleatória, esses sistemas causem exclusão e dificuldade de acesso a conteúdos por parte de adultos e idosos, então é preciso ser cauteloso".

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