Na reta final, Sisu+ convoca alunos pré-selecionados na lista de espera
Tânia Rego/ Agência Brasil
São Paulo - Os estudantes pré-selecionados na lista de espera do Sisu+ devem realizar a matrícula ou o registro acadêmico nas instituições públicas de ensino superior a partir desta quarta-feira. Os procedimentos devem ser feitos conforme os prazos, horários e locais definidos por cada universidade ou instituto federal em seus editais.
O resultado da seleção está disponível no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. Segundo o edital, a pré-seleção não garante automaticamente a vaga. A matrícula só será efetivada após a comprovação, pelo candidato, de que atende aos requisitos legais e regulamentares exigidos pela instituição.
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Na chamada regular do Sisu+, foram preenchidas 99,51% das 9.436 vagas ofertadas em todo o País. Ao todo, participaram da seleção 132.488 candidatos, que realizaram 236.804 inscrições, já que cada estudante pôde escolher até dois cursos.
A oferta contemplou 532 cursos de graduação distribuídos em 34 instituições públicas de ensino superior de todas as regiões brasileiras. Do total de aprovados, 3.822 ingressaram pela ampla concorrência. As modalidades de cotas, incluindo estudantes de escolas públicas autodeclarados pretos, pardos e indígenas, reuniram quase 3 mil aprovados.
O que é o Sisu+?
Criado como uma etapa complementar ao Sistema de Seleção Unificada, o Sisu+ busca ampliar a ocupação das vagas remanescentes nas instituições públicas de ensino superior utilizando a mesma plataforma do processo seletivo nacional.
A iniciativa integra um conjunto de mudanças implementadas no Sisu, que inclui a atualização da Lei de Cotas, melhorias no sistema de inscrições e aperfeiçoamentos na organização da oferta de vagas.
Podem participar do Sisu+ as instituições públicas e gratuitas que aderiram ao Sisu 2026 e formalizaram a participação na etapa complementar.
Vagas ociosas
Segundo o Ministério da Educação, o Sisu+ pretende reduzir a necessidade de processos seletivos próprios para preencher vagas remanescentes, além de padronizar procedimentos e ampliar a divulgação das oportunidades.
A expectativa é que a ferramenta seja utilizada principalmente em cursos que costumam depender de diversas chamadas para completar as turmas, em graduações com ingresso no segundo semestre e em áreas estratégicas, como licenciaturas e engenharias.
O ministério também afirma que o modelo pode beneficiar instituições localizadas longe dos grandes centros urbanos, aumentando a visibilidade de vagas disponíveis fora dos grandes centros e reduzindo custos administrativos relacionados à realização de seleções independentes.
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