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O que faz um taquígrafo? Veja cursos, habilidades e como entrar na profissão

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Taquígrafo é o profissional especializado em registrar a fala em tempo real - Adobe Stock
Taquígrafo é o profissional especializado em registrar a fala em tempo real
Por Alexandre Barreto

19/03/2026 | 19h44

São Paulo - Você sabe o que faz um taquígrafo? O profissional responsável por registrar, em tempo real, discursos e falas com alta fidelidade, usando um sistema de escrita abreviada baseado em sons. Embora muitas vezes invisibilizados, o profissional está presente em órgãos públicos como câmaras, assembleias e tribunais, esse trabalho garante o registro oficial de debates e decisões, com impacto direto na transparência e na documentação pública.

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A atividade exige domínio da língua portuguesa, rapidez de raciocínio e prática constante. Mesmo com o avanço da tecnologia de inteligência artificial (IA), a profissão segue ativa e com demanda, principalmente por meio de concursos públicos.

O que é taquigrafia?

A taquigrafia é um sistema de escrita rápida que utiliza sinais para representar fonemas. Diferente da escrita convencional, ela é fonética, o que permite acompanhar a velocidade da fala humana.

Exemplos de economia gráfica dos sinais convencionais taquigramas no Método Maron
Exemplos de economia gráfica dos sinais convencionais taquigramas no Método Maron - Divulgação

“O taquígrafo transforma a linguagem falada na linguagem escrita. Ou seja, taquí é velocidade, grafia, escrita. A gente escreve não em letras, mas em fonemas. E por isso a gente consegue escrever rápido”, explica a ex-taquígrafa da Câmara dos Deputados, Geane Nascimento.

Esse método permite registrar entre 100 e 120 palavras por minuto, o que é essencial em ambientes como sessões legislativas e julgamentos.

“Vivemos em época de fake news e a presença do taquígrafo no plenário tem fé pública. A palavra final é a palavra do taquígrafo”, complementa a profissional.

O que faz um taquígrafo?

O taquígrafo atua principalmente no setor público, registrando discursos, debates e audiências. O trabalho envolve três etapas principais:

  • Apanhamento taquigráfico durante a fala;
  • Transcrição do conteúdo para o formato escrito;
  • Revisão do texto final para publicação oficial.

Esses profissionais participam de sessões plenárias, comissões parlamentares e audiências públicas, garantindo que tudo o que foi dito seja documentado com precisão.

Nos tribunais, por exemplo, pode-se prender ou absorver um cidadão. Na Câmara há vários processos que são definidos a partir do registro taquigráfico”, afirma Geane.

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Quais cursos fazer para ser taquígrafo?

Não é obrigatório ter ensino superior específico, mas a formação técnica em taquigrafia é fundamental. O processo de aprendizagem inclui:

  • Estudo de métodos da taquigrafia;
  • Treinamento de sinais taquigráficos;
  • Prática intensiva para ganho de velocidade.

Os cursos podem durar de 6 meses a mais de um ano, embora também existam opções mais rápidas. Além disso, é comum investir em cursos preparatórios para concursos públicos, já que a maior parte das vagas está em órgãos governamentais.

Veja opções de cursos online:

  • WR Educacional oferece cursos de até 10 horas, com certificado digital e opção de versão impressa;
  • CF Cursos também disponibiliza formação com certificação;
  • Taquigrafia em Foco, organizado pelo professor Waldir Cury;
  • Elevify conta com cursos com certificado;
  • Learncafe reúne diferentes opções de capacitação;
  • Além dessas plataformas, também há diversas videoaulas disponíveis no YouTube

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Habilidades necessárias para ser um taquígrafo

A carreira de taquígrafo segue ativa no Brasil, com oportunidades em níveis federal, estadual e municipal. Para atuar na área, algumas competências são indispensáveis:

  • Domínio avançado da língua portuguesa;
  • Boa digitação e revisão de textos;
  • Conhecimento de temas jurídicos ou legislativos;
  • Concentração e agilidade mental;

“O trabalho exige muito conhecimento da língua portuguesa, conhecimentos gerais e, no caso da Câmara, entendimento do regimento interno”, explica Geane.

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