Por que 1º de maio é dia do trabalhador? Veja a origem e o feriado de 2026
Divulgação/Governo federal
São Paulo - Em 2026, o 1º de maio, conhecido como Dia do Trabalhador, cai em uma sexta-feira e quem folga durante os fins de semana poderá ter três dias seguidos de descanso. O feriado nacional, porém, tem origem internacional.
A data está ligada a uma greve realizada em 1886, em Chicago, nos Estados Unidos, marcada por repressão policial, mortes e condenações de líderes operários, tornando-se símbolo da luta por direitos trabalhistas.
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O episódio ficou conhecido como tragédia de Haymarket. Uma das reivindicações principais era a redução da jornada diária, que chegava a até 14 horas. Os trabalhadores lutavam por jornada de 8 horas e melhores condições em ambientes considerados insalubres.
Durante as manifestações, uma explosão foi usada como justificativa para a repressão policial, que resultou em mortos, feridos e prisões. Oito trabalhadores foram acusados sem provas diretas, sete condenados à morte e outros a longas penas.
Em 1889, durante um encontro internacional de trabalhadores, o 1º de maio foi oficializado como dia de mobilização e memória dessas lutas. Desde então, a data passou a representar a resistência da classe trabalhadora por direitos básicos.
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1º de maio no Brasil
No Brasil, o 1º de maio começou a ser lembrado no fim do século 19. Em alguns períodos, foi associada a celebrações institucionais do trabalho, com anúncios de medidas governamentais, como leis trabalhistas e reajustes salariais. Em outros momentos, voltou a ser marcada por mobilizações sociais.
A partir do final dos anos 1970, com o fortalecimento de movimentos sindicais, o 1º de maio retomou seu caráter de protesto e reivindicação.
As greves e manifestações passaram a destacar pautas como melhores salários, direitos trabalhistas e redemocratização.
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Atualmente, o Dia do Trabalhador mantém o caráter de luta e entre as principais demandas estão a redução da jornada de trabalho, o fim da escala 6x1, a valorização salarial e a regulamentação de novas formas de trabalho, como serviços por aplicativos.
Também há discussões no Judiciário sobre vínculos de trabalho e direitos de profissionais contratados como pessoa jurídica.
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