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Escala 6x1 tem menor apoio entre população 60+, aponta pesquisa da Nexus

Tânia Rêgo/Agência Brasil

Manifestantes protestam pelo fim da jornada de trabalho 6 x 1, na Cinelândia, no RJ - Tânia Rêgo/Agência Brasil
Manifestantes protestam pelo fim da jornada de trabalho 6 x 1, na Cinelândia, no RJ
Por Alexandre Barreto

13/03/2026 | 10h49

São Paulo - A proposta de acabar com a escala de trabalho 6x1 tem menor aprovação entre brasileiros com mais de 60 anos e entre adultos de 41 a 59 anos, segundo pesquisa da Nexus.

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O levantamento, divulgado nesta quinta-feira, 12, mostra que 48% da população 60+ é favorável ao fim do modelo. Entre pessoas de 41 a 59 anos, o apoio chega a 62%, índice menor do que o registrado entre os mais jovens.

Entre adultos de 25 a 40 anos, a aprovação inicial ao fim da escala chega a 73%, com 17% contrários. Quando a proposta é apresentada com garantia de manutenção salarial, parte dos que eram contra muda de posição.

Com isso, o apoio sobe para 82% nessa faixa etária, que concentra grande parcela da população economicamente ativa.

O resultado é semelhante entre jovens de 16 a 24 anos: 69% apoiam o fim da escala 6x1 e 22% são contrários. Porém, quando a redução da jornada não implica redução do salário, parte dos entrevistados muda de opinião e o apoio também chega a 82%.

Questão salarial

Segundo a Nexus, os dados indicam que a questão salarial influencia diretamente a opinião sobre mudanças na jornada de trabalho: parte da população apoia mudanças na jornada de trabalho, mas condiciona a aprovação à manutenção da renda.

Entre brasileiros de 25 a 40 anos, 35% apoiam o fim da escala independentemente de impacto no salário. Outros 42% aprovam a mudança apenas se não houver redução na remuneração.

Leia também: Marinho defende escala 5x2 sem corte salarial para substituir a 6x1

Entre jovens de 16 a 24 anos, 31% defendem o fim da escala mesmo com possível impacto salarial. Já 47% apoiam a proposta apenas se o salário for mantido.

"Há um grupo menor, mas relevante, que apoia o fim da escala independentemente do impacto salarial, o que sugere uma mudança de valores em relação ao trabalho", afirma Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, que acrescenta:

Ainda assim, a maioria dos millennials adota uma posição pragmática: apoia a mudança desde que ela não implique perda de renda."

O levantamento entrevistou 2.021 pessoas com idade a partir de 16 anos em todo o País, entre os dias 30 de janeiro e 05 de fevereiro. A margem de erro no total da amostra é de 2 p.p, com intervalo de confiança de 95%.

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