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Servidores da USP encerram paralisação e alunos de Direito iniciam greve

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Funcionários receberão gratificação como foi concedida aos professores - Adobe Stock
Funcionários receberão gratificação como foi concedida aos professores
Por Estadão Conteúdo e Marcia Furlan

24/04/2026 | 18h27

São Paulo – Os servidores técnicos e administrativos da Universidade de São Paulo decidiram na tarde desta quinta-feira encerrar a greve que já durava nove dias. O Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) aceitou as propostas da reitoria da universidade e assinou o acordo para o fim dos protestos.

Segundo o jornal da universidade, será instituído um programa de gratificação a estes profissionais a ser paga mensalmente, pelo mesmo período em que for paga a gratificação aos docentes. A criação deste bônus unicamente aos professores foi a causa da paralisação.

Leia também: Alunos da USP entram em greve e aderem a protesto de servidores

Poucas horas depois do encerramento do movimento, no entanto, os alunos da Faculdade de Direito, no centro da capital paulista, entraram em greve, decisão tomada durante assembleia realizada pelo Centro Acadêmico XI de Agosto, com 902 votos a favor da paralisação e 459 contrários.

Os universitários reivindicam melhorias no refeitório e na estrutura do prédio da São Francisco, aumento do valor do benefício de apoio à permanência estudantil para um salário mínimo paulista (R$ 1.804), melhor implementação das ações afirmativas e mais bolsas de ensino, pesquisa e extensão.

"A diretoria segue adotando postura de permanente diálogo e mobilização, com o objetivo de encontrar soluções com a maior brevidade possível, por meio da escuta ativa dos estudantes, sempre com respeito mútuo e responsabilidade institucional", informou nota da diretora Ana Elisa Liberatore Bechara.

Como o "Estadão" mostrou, os alunos da São Francisco apresentaram no começo do ano um relatório à diretoria apontando problemas como carteiras quebradas, goteiras, fios expostos, mofo e buracos nas paredes das salas de aula e até no salão nobre da instituição.

A diretoria da faculdade informou ainda que os alunos se comprometeram a garantir o acesso à universidade e não utilizar o mobiliário das salas como obstáculos - piquetes foram realizados por estudantes de outros cursos, como na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo.

As aulas da pós-graduação, atividades de extensão universitária, bancas de defesa de trabalhos de conclusão, consultas à biblioteca e eventos previamente marcados não serão afetados pela greve.

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