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Sondagem aponta que preocupação com o bem-estar cresce entre líderes

Vitaly Gariev / Unsplash

A preocupação com o bem-estar subiu de 26% para 44%, levando o tema para a quarta posição no ranking elaborado por uma consultoria - Vitaly Gariev / Unsplash
A preocupação com o bem-estar subiu de 26% para 44%, levando o tema para a quarta posição no ranking elaborado por uma consultoria
Por Claudio Marques

31/01/2026 | 10h30

São Paulo, 31/01/2026 - Em um cenário no qual o cumprimento da atualização da NR1 vai passar a ser plenamente fiscalizada em maio próximo, a preocupação com o bem-estar cresce entre líderes responsáveis, direta ou indiretamente, por processos de recrutamento. Sondagem realizada pela consultoria Robert Half mostra que produtividade e lucratividade aparecem no topo das preocupações, ambas com 52%, seguidas por retenção. No entanto, a preocupação com o bem-estar subiu de 26% no levantamento anterior, para 44%, levando o tema para a quarta posição no ranking

A NR1 obriga as empresas a incluírem riscos psicossociais (como estresse, assédio e burnout) no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Para a consultoria, o resultado indica a importância dessa pauta do bem-estar no ambiente corporativo.

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“Não é de hoje que falamos sobre a relevância da saúde mental nas relações de trabalho. Felizmente, o tema entrou de vez no radar dos tomadores de decisão”, afirma a diretora de mercado da Robert Half, Maria Sartori. 

O bem-estar é visto como uma maneira de evitar, ou ao menos reduzir, casos de transtornos mentais no trabalho. “Com a atualização da NR-1, o assunto passa a ocupar também o centro das obrigações legais das empresas. Oferecer qualidade de vida significa promover produtividade, engajamento e retenção”, afirma Sartori.

Embora a atualização da NR1 tenha passado a valer oficialmente em maio de 2025, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) estabeleceu um período de adaptação, que vai até maio próximo, quando sua aplicação passará a ser plenamente fiscalizada. 

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Vale lembrar que os casos envolvendo transtornos mentais e comportamentais afastaram 546,2 mil brasileiros do trabalho em 2025, segundo o Ministério da Previdência Social. Ansiedade e depressão lideraram o ranking de doenças com mais solicitações aprovadas de afastamento.

As principais preocupações dos líderes

Produtividade (cumprir obrigações de maneira mais eficiente) - 52%
Lucratividade (gerar mais valor, gastando menos) - 52%
Retenção (não perder bons profissionais para o mercado) - 46%
Bem-estar (saúde mental, qualidade de vida) - 44%
Tecnologia (compreender as evoluções e usá-las a seu favor) - 42%
Atração (atrair profissionais adequados) - 37%
Carreira (como desenvolver e oferecer oportunidades de carreira)  - 33%
Remuneração (ter salários e benefícios competitivos) - 29%
Informações de mercado (impactos da política e economia) - 20%
Modelos de trabalho (adaptar e evoluir no modelo adotado) - 20%

Pressão por eficiência

De acordo com a Robert Half, o fato de produtividade e lucratividade liderarem o ranking evidencia uma pressão contínua por eficiência operacional, automação e revisão de processos. Ao mesmo tempo, o estudo também destaca o avanço consistente da tecnologia no ranking. O tema saltou de 35% no primeiro semestre de 2025 para 42% no início de 2026. A consultoria avalia que esse quadro reforça o fato de que soluções ligadas à inteligência artificial, dados e sistemas integrados já são monitoradas pelas lideranças executivas, não somente das áreas de TI.

A combinação entre produtividade, tecnologia e bem-estar define o modelo de gestão que faz sentido para o futuro do trabalho. As empresas que conseguirem equilibrar esses três pilares estarão mais preparadas para sustentar resultados no curto prazo e construir crescimento no longo”, afirma Sartori.

As informações são parte da sondagem proprietária da Robert Half, realizada em novembro de 2025, com a participação de 300 profissionais.

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