Bolsa Família sobe para R$ 691: veja o valor máximo e quando começa
Benefício-base passará de R$ 600 para R$ 691; pagamentos com os valores reajustados serão feitos entre os dias 19 e 30 de outubro de 2026
Lyon Santos/MDS
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um reajuste de 15% no Bolsa Família, elevando o benefício-base de R$ 600 para R$ 691, em um momento estratégico próximo às eleições, visando combater a fome e a pobreza no Brasil.
O valor médio dos repasses pode alcançar R$ 777, com adicionais para crianças e gestantes. Os novos valores entrarão em vigor a partir de outubro de 2026, com o governo afirmando que o impacto fiscal do reajuste não comprometerá a meta orçamentária, prevendo um custo de R$ 5,8 bilhões para este ano e R$ 22 bilhões em 2027.
São Paulo - O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), anunciou nesta quinta-feira, 17, o reajuste de 15% no Bolsa Família.
O benefício-base passará de R$ 600 para R$ 691, às vésperas do primeiro turno das eleições. O anúncio foi feito nesta manhã, em cerimônia no Palácio do Planalto, na presença dos ministros da Casa Civil, Miriam Belchior; do Planejamento, Bruno Moretti; e do Desenvolvimento Social, Wellington Dias.
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É o governo federal cuidando de quem precisa, combatendo a fome, reduzindo a pobreza e criando condições para que milhões de brasileiros tenham mais renda, oportunidades e uma vida melhor."
Luiz Inácio Lula da Silva, via X, antigo Twitter
Contudo, para os brasileiros que dependem do programa, resta a dúvida: a quanto o valor máximo do benefício pode chegar e quando as mudanças passam a valer? O VIVA preparou um guia para explicar.
Qual o valor máximo do Bolsa Família?
De acordo com o governo federal, o valor-base do Bolsa Família foi reajustado de R$ 600 para R$ 691. A estimativa é de que o valor médio dos repasses no País chegará a R$ 777, conforme os adicionais recebidos por cada beneficiário. Vale lembrar que o valor máximo depende inteiramente da composição familiar.
Hoje, existem três benefícios cumulativos ao valor-base:
Benefício Primeira Infância (BPI)
Adicional por mês pago para cada criança de zero a seis anos de idade.
Benefício Variável Familiar (BVF)
Adicional por mês destinado a gestantes, mães que amamentam e crianças ou adolescentes de sete a 18 anos incompletos.
Benefício Variável Familiar Nutriz (BVN)
Adicional por mês pago para famílias com bebês de até sete meses de idade.
Com base na publicação extra do Diário-Oficial da União (DOU), o BPI foi reajustado para R$ 173 e o BVF e o BVN para R$ 58.
Além disso, o programa prevê o benefício de Renda da Cidadania, parcela que serve como base para calcular o valor do Bolsa Família, que passará de R$ 142 para R$ 164. Esse benefício é distribuído hoje para cada integrante da família que faz parte do programa.
Quando a mudança passará a valer?
Segundo o Planalto, os reajustes já serão válidos a partir da folha de pagamento do mês de outubro de 2026, cujos repasses estão previstos para ocorrer entre os dias 19 e 30.
Quem tem direito ao Bolsa Família?
As famílias com renda per capita de até R$ 218 mensais têm direito a ingressar no programa. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, o cálculo é feito pela soma da renda total da família dividida pelo número de integrantes. Ou seja, se o resultado for menor ou igual a R$ 218, a família é elegível.
No entanto, as famílias devem seguir algumas condicionalidades, entre elas, manter a inscrição atualizada no Cadastro Único (CadÚnico), garantir o cumprimento do calendário vacinal dos filhos e a frequência escolar.
Qual o impacto da mudança na economia?
Embora o reajuste não estivesse previsto inicialmente no Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2027 (PLOA), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu que a medida não deve alterar a trajetória da meta ou do resultado fiscal.
"Dentro do orçamento previsto neste ano, o impacto que vai ter é para ajudar a retomar o poder de compra das pessoas", afirmou.
O ministro argumenta que, mesmo após o aumento, o impacto do programa em relação ao PIB sairá de 1,5% no início do mandato para 1,25%. De acordo com o governo, o custo previsto para este ano será de R$ 5,8 bilhões, enquanto, em 2027, chegará a R$ 22 bilhões.
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