São Paulo, 02/01/2026 - A tarifa básica de água fornecida pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), entrou o ano com um reajuste de 6,11%. Com o aumento, que passou a vigorar no primeiro dia útil de janeiro, o custo de mil litros sai de R$ 6,01 e passa a ser de R$ 6,40 por m³ aos usuários que utilizam entre 11m³ a 20m³ mensais.
O valor havia sido definido pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) do governo paulista em 1° de dezembro.
Entenda o reajuste
A gestão do governador Tarcísio de Freitas informou que o aumento equivale à correção da inflação nos últimos 16 meses, período usado como referência desde a privatização da empresa. Antes do processo de privatização, o governador declarou que a tarifa da companhia não iria aumentar para a população.
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O aumento foi calculado com base na inflação registrada pelo IPCA, que mede a variação de preços de produtos e serviços básicos. O período considerado para o cálculo abrange 16 meses: de julho de 2024, data da privatização, até outubro de 2025.
A partir de agora, os reajustes ocorrerão anualmente. Nas próximas atualizações, o cálculo passará a considerar a inflação acumulada de 12 meses.
Os especialistas alertam que, na próxima semana, a expectativa é de o Sudeste registrar chuvas em forma de pancadas, o que é comum para o período, mas de maneira muito irregular. A expectativa para o mês de janeiro é de que as chuvas fiquem entre a média e um pouco abaixo. O volume, se confirmado, deve ser insuficiente para reverter o atual cenário de escassez hídrica.
De acordo com o último relatório do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), o Sistema Integrado Metropolitano, rede de abastecimento formada por sete mananciais (Cantareira, Alto Tietê, Cotia, Guarapiranga, Rio Claro, Rio Grande e São Lourenço) que garantem o fornecimento de água para a Região Metropolitana de São Paulo - registrou, na última terça-feira (30), um volume útil de 26,1%.
Segundo o Cemaden, o período chuvoso na região Sudeste se estende de outubro a março. Durante esses meses é esperada a recarga dos reservatórios e, consequentemente, armazenamento de água com volumes suficientes para suprir as demandas ao longo de todo o ano.
Mas a falta de chuva nesse período pode gerar sérios impactos nos níveis dos reservatórios. O relatório apresentado mostra que o primeiro trimestre da estação chuvosa teve uma anomalia negativa média de 113,7 milímetros, valor muito próximo ao observado em 2023 (-117,1 milímetros), pior registro do período desde a crise hídrica, em 2014.