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Em que o eleitor 50+ precisa ficar atento nas eleições deste ano

Luiz Roberto/TSE

Nas eleições gerais de 2026 serão definidos o próximo presidente e também o equilíbrio do Congresso Nacional e dos Estados - Luiz Roberto/TSE
Nas eleições gerais de 2026 serão definidos o próximo presidente e também o equilíbrio do Congresso Nacional e dos Estados
Por Marcel Naves

07/01/2026 | 13h29

São Paulo, 07/01/2023 - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estima que cerca de 150 milhões de brasileiros irão escolher não apenas o próximo presidente e vice-presidente da República, mas também governadores, dois senadores por Estado e DF, deputados federais, estaduais e distritais. As eleições para os cargos executivos podem ser decididas em um eventual segundo turno, já marcado para 25 de outubro, caso nenhum dos candidatos alcance a maioria absoluta no primeiro turno.
A maior parte dos eleitores que irá às urnas está na faixa etária de 45 a 59 anos, segundo dados estatísticos do Tribunal Superior Eleitoral. São 33.790.849 eleitores nessa faixa etária, o que equivale a 23,7% do eleitorado. Já os idosos acima dos 70 anos, que têm a opção do voto facultativo, representam cerca de 7,6% do eleitorado.
Essas faixas etárias compõem uma parcela significativa do eleitorado, que precisa ficar atenta a alguns temas durante as campanhas, a começar  pela Previdência Social. Propostas relacionadas a aposentadorias, pensões e benefícios do INSS costumam aparecer de forma indireta nos discursos, mas  podem resultar em mudanças significativas no médio e longo prazo.

A saúde pública é outro aspecto que requer cuidado, uma vez que o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS), o acesso a medicamentos, a ampliação de atendimentos especializados e as políticas de prevenção de doenças crônicas são temas diretamente ligados ao envelhecimento da população, e que não podem faltar em nenhuma agenda política.

Além dessas questões, é essencial  que o eleitor 50+
  acompanhe de perto as discussões sobre políticas de inclusão e respeito à pessoa idosa. Não se pode esquecer que promessas de projetos voltados à mobilidade urbana, acessibilidade, violência contra idosos e à ampliação dos serviços de assistência social são indicadores do comprometimento dos candidatos com uma população que cresce a cada ano no Brasil.
Evolução do eleitorado  no Brasil  de 2008 a 2024 - Fonte: Tribunal Superior Eleitoral 


O que está em jogo

As eleições gerais de 2026 ocorrem em um ambiente marcado pela polarização, no qual não serão definidos apenas o próximo presidente da República, mas também o equilíbrio das forças no Congresso Nacional e nos governos estaduais.
Para especialistas, apesar das disputas entre “esquerda” e “direita”, a hegemonia, tanto no Executivo quanto no Legislativo, tende a ser da direita.
“Os estados devem ser fortemente governados por partidos do centro-direita à direita. E, muito provavelmente, teremos também um Congresso Nacional semelhante a este que aí está”, afirma o cientista político e diretor do Movimento Voto Consciente, Humberto Dantas.
Na sucessão ao Planalto, alguns nomes ganham destaque, como o do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o do senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que já anunciou publicamente sua pré-candidatura.

Entre outras possíveis indicações de presidenciáveis ainda não confirmadas estão os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); do Paraná, Ratinho Júnior (PSD); de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo); e de Goiás, Ronaldo Caiado.

O que muda

Uma das principais alterações é a necessidade de registro prévio das pesquisas eleitorais na Justiça Eleitoral. A medida busca aumentar a transparência e a credibilidade dos levantamentos.
As datas de posse dos eleitos também mudaram. O novo presidente tomará posse no dia 5 de janeiro de 2027, enquanto os governadores assumirão em 6 de janeiro, logo após o término do mandato atual.

Os cuidados do eleitor


É importante conferir com antecedência o local de votação e a situação do título eleitoral. No dia da votação, não se deve esquecer de levar um documento oficial com foto. O voto é obrigatório para pessoas entre 18 e 70 anos, mas facultativo para jovens de 16 e 17 anos e para pessoas com mais de 70 anos.
Quem estiver com o título eleitoral irregular deve regularizar a situação o quanto antes para garantir o direito ao voto. Entre os motivos que podem resultar em irregularidade estão a ausência não justificada às eleições, o não pagamento de multas eleitorais e a falta de atualização cadastral.
A regularização pode ser feita diretamente no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por meio do serviço de Autoatendimento do Eleitor. Nesse canal, é possível consultar a situação do título, pagar eventuais multas e solicitar a regularização sem sair de casa. Também é possível resolver pendências presencialmente nos cartórios eleitorais, mediante agendamento.

Leia também: Lula venceria todos adversários se eleições fossem hoje, mostra pesquisa


O que está proibido nas eleições

No dia da votação, é proibida qualquer forma de propaganda eleitoral, como a distribuição de santinhos, comícios, carreatas ou pedidos explícitos de voto. Também não é permitido fazer boca de urna, prática considerada crime eleitoral.
Outra proibição importante é a compra de votos, que inclui oferecer dinheiro, presentes, benefícios ou vantagens em troca do voto. O uso da máquina pública para fins eleitorais, como inaugurações de obras, distribuição de benefícios fora das regras legais ou promoção pessoal de autoridades, também é vedado.
Nas redes sociais, é proibida a divulgação de notícias falsas que possam confundir ou enganar o eleitor, assim como o uso irregular de inteligência artificial para criar conteúdos enganosos, como vídeos ou áudios manipulados.

O eleitor pode se manifestar individualmente e de forma silenciosa, usando camisetas ou adesivos, mas qualquer tentativa de pressionar ou constranger o voto é proibida. O descumprimento das regras pode resultar em multas, cassação de candidatura e até prisão, dependendo da infração.

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