Greve dos Correios não tem previsão de fim; como ficam as entregas?
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São Paulo - Os trabalhadores dos Correios continuam em greve, sem previsão de encerramento, segundo a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (FINDECT). Sem os colaboradores, como ficam as entregas?
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou, em decisão liminar, a manutenção de 80% do efetivo em atividade em cada unidade ou estabelecimento da empresa durante a paralisação.
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Como funcionarão as entregas dos Correios durante a greve?
Para continuar as atividades no País, os Correios acionaram o "Plano de Continuidade de Negócios", conforme informaram em nota. A rede de agências segue aberta com atendimento ao público.
Entre as medidas operacionais adotadas constam:
- mobilização de empregados administrativos para apoio às atividades operacionais,
- remanejamento de veículos,
- realização de mutirões para preservar o fluxo logístico.
A intenção é continuar os serviços e reduzir os impactos da greve. No entanto, os Correios não informaram se os prazos de entrega serão alterados ou se alguma região terá mais atrasos nos pacotes.
Para situações específicas, os clientes podem entrar em contato com os Correios pelos telefones 4003-8210 e 0800-881-8210 ou utilizar os canais digitais de atendimento da empresa.
Por que o Correios está de greve?
A paralisação começou na sexta-feira, 11, depois que os trabalhadores recusaram uma proposta apresentada pela empresa nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) no TST. Segundo a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect), a reinvidicação quanto ao plano de saúde é um dos principais impasses.
No geral, a categoria reinvidica: avanços nas negociações, preservação de direitos e garantias quanto ao plano de saúde de empregados, aposentados e dependentes.
O julgamento do dissídio coletivo está marcado para 21 de setembro, às 13h30, na Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC). Ainda é possível que as partes cheguem a um acordo antes do julgamento.
Quais regiões aderiram à greve?
Segundo a Findect, sindicatos de diferentes regiões do país aprovaram a paralisação. A entidade informou a adesão das seguintes representações:
- Sintect-AC (Acre)
- Sintect-AL (Alagoas)
- Sintect-AM (Amazonas)
- Sintect-AP (Amapá)
- Sintect-BA (Bahia)
- Sintect-CAS (Campinas)
- Sintect-CE (Ceará)
- Sintect-DF (Distrito Federal)
- Sintect-ES (Espírito Santo)
- Sintect-GO (Goiás)
- Sintect-JFA (Juiz de Fora)
- Sintect-MG (Minas Gerais)
- Sintect-MT (Mato Grosso)
- Sintect-RO (Rondônia)
- Sincort-PA (Pará)
- Sintect-PB (Paraíba)
- Sintect-PE (Pernambuco)
- Sintect-PI (Piauí)
- Sintcom-PR (Paraná)
- Sintect-RN (Rio Grande do Norte)
- Sintect-RR (Roraima)
- Sintect-RPO (Ribeirão Preto)
- Sintect-RS (Rio Grande do Sul)
- Sintect-SC (Santa Catarina)
- Sintect-SE (Sergipe)
- Sintect-SJO (São José do Rio Preto)
- Sintect-SMA (Santa Maria)
- Sintect-TO (Tocantins)
- Sintect-URA (Uberaba)
- Sintect-VP (Vale do Paraíba)
- Sindecteb (Bauru e região)
- Sintect-MA (Maranhão)
- Sintect-MS (Mato Grosso do Sul)
- Sintect-RJ (Rio de Janeiro)
- Sintect-Santos (Santos e região)
- Sintect-SP (São Paulo)
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