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MP cobra explicações da prefeitura sobre mortes durante enchentes

Divulgação/Prefeitura de São Paulo

A prefeitura  instalou blocos de concreto na Av. Carlos Caldeira Filho, onde dois idosos morreram em virtude das chuvas - Divulgação/Prefeitura de São Paulo
A prefeitura instalou blocos de concreto na Av. Carlos Caldeira Filho, onde dois idosos morreram em virtude das chuvas
Por Marcel Naves

22/01/2026 | 18h51

São Paulo, 22/01/2026 - OMinistério Público de São Paulo (MPSP), por meio da Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo da Capital, notificou o coordenador da Defesa Civil da cidade de São Paulo para que até a próxima quarta-feira (26) preste esclarecimentos sobre a morte de um casal de idosos ocorrida durante os últimos temporais que atingiram a capital paulista.

Maria Deusdete da Mata Ribeiro, de 67 anos, e o marido, Marcos da Mata Ribeiro, 68 anos, faleceram  após o carro em que estavam ser levado por uma enxurrada na Avenida Carlos Caldeira Filho, em Campo Limpo, na última sexta-feira (16).

Leia também: Chuvas intensas de verão: de quem é a responsabilidade pela drenagem urbana?

O corpo de Marcos foi encontrado pelos bombeiros no sábado (17), no Rio Pinheiros, a cerca de 1 quilômetro do local em que ele e a esposa foram vistos pela última vez. O corpo de Maria foi encontrado na segunda-feira (19) também no Rio Pinheiros, próximo do Autódromo de Interlagos, na zona sul da capital.

Ministério Público

No ofício encaminhado à Defesa Civil, o promotor de Justiça de Habitação e Urbanismo Marcus Vinicius Monteiro dos Santos justifica o pedido  por "considerar que a adequada execução das ações previstas no Plano de Prevenção às chuvas 2025/2026, é essencial para resguardar a vida e a integridade física  da população exposta a riscos decorrentes  de eventos climáticos extremos ".

Ao portal VIVA o promotor Marcus Vinicius diz que pretende saber quais foram as medidas tomadas pela Defesa Civil para evitar as mortes.

Eu quero ouvir do coordeandor da Defesa Civil sobre quais medidas foram tomadas, no sentido de evitar aquela trágica ocorrência. Parece que já era uma área mapeada, uma área de risco alto. Então, se era um área mapeada pela prefeifura, imagino que já tinha sido elaborado um plano de contigência. E plano de contigência serve justamente para evitar essa situação. Eu estou me referindo à morte de duas pessoas", disse  o promotor.

Prefeito lamenta

O prefeito, Ricardo Nunes (MDB), lamentou a morte do casal e admitiu que a entrega da obra de drenagem na região do acidente está atrasada há quase um ano por problemas técnicos.A declaração foi dada em uma coletiva de imprensa, durante evento de entrega de viaturas da Guarda Civil Metropolitana.

"Das mortes, é muito triste, muito triste. Não tem só esses dois, não. Ano passado tivemos um rapaz que, infelizmente, foi carregado naquela região e acabou desaparecido. Eu vivia ali. Então, a minha vida inteira eu via ali tudo alagado. Minha vida inteira eu vi pessoas sofrerem com a chuva”, disse o prefeito.

Das obras


Apóso casal ser levado pela enxurrada, a Prefeitura de São Paulo colocou os blocos de concreto e guarda-corpo no trecho entre a Avenida Carlos Caldeira Filho e o córrego. A Subprefeitura de Campo Limpo afirmou que, em 2024, chegou a instalar um guarda-corpo na área da margem do córrego, mas que a estrutura foi vandalizada e furtada. Os blocos seriam uma medida emergencial de proteção.

Em nota, a prefeitura de São Paulo informou que foi a atual gestão que colocou tudo em  andamento. O comunicado segue dizendo que o MP deveria ter fiscalizado as obras da gestão Haddad.

Leia também: Bombeiros encontram corpo de idosa desaparecida após enxurrada em SP

Confira a nota na íntegra:

A Prefeitura de São Paulo informa que o Ministério Público deveria ter fiscalizado por que o contrato de construção do reservatório Morro do S, assinado em 2015, nunca foi colocado em prática pela gestão Fernando Haddad. Foi a atual gestão que garantiu recursos para a obra e a tirou do papel. O reservatório está previsto para ser entregue em junho deste ano.

A drenagem na região do Capão Redondo é estudada há pelo menos dez anos pela prefeitura. O piscinão deveria ter sido entregue em agosto de 2025, mas foi adiado para junho deste ano.A Prefeitura de São Paulo já concluiu obras nas galerias do córrego São Luiz e as do reservatório do Morro do S tem previsão de entrega até junho deste ano.

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