Previdência gasta R$ 11 bi com fila do INSS e governo revê despesas
Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Brasília - O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira que o governo aumentará o bloqueio orçamentário que será anunciado nesta sexta-feira, 22, no relatório bimestral de receitas e despesas. Já há R$ 1,6 bilhão bloqueado e esse valor será aumentado.
A medida foi tomada após o Ministério da Previdência informar ao Ministério do Planejamento que as despesas previdenciárias subiram R$ 11 bilhões no último bimestre. Os gastos subiram em função das medidas adotadas pelo governo para reduzir a fila do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Após atingir 3,1 milhões de requerimentos em fevereiro de 2026, o volume recuou para 2,6 milhões de pedidos em abril, segundo dados do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS).
“A gente deve caminhar amanhã com aumento no bloqueio, esse ano já foi feito um bloqueio de 1,6 bi no primeiro bimestre, a gente vai caminhar com aumento de bloqueio, portanto o governo cortando na própria carne”, afirmou Durigan nesta quinta-feira, 21.
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Ele ainda disse que não haverá contingenciamento no relatório porque as receitas estão em linha com o esperado.
“A gente não espera um contingenciamento, dado que as receitas têm vindo em linha com o esperado na linha orçamentária, mas um bloqueio em razão de aumento de gasto obrigatório, a gente espera isso para amanhã”, completou.
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Ele repetiu ainda que os juros no Brasil não são civilizados, e que o incomoda ver dívida sendo rolada nesse patamar, mas que o governo está no “caminho correto” apesar de ainda haver coisas a serem feitas.
“O que eu acho que a gente deve ter é uma regra de crescimento da despesa no País que fique abaixo da regra de crescimento e da regra de arrecadação, de modo que a gente vá conseguindo gerar superávit primários”, declarou.
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Durigan disse ainda que exceções ao arcabouço foram feitas à revelia da Fazenda e que houve entendimentos políticos para serem aprovados, mas que é preciso controlar o crescimento do gasto obrigatório, abrindo espaço para investimentos.
(Por Mateus Maia e Flávia Said)
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