Ministro da Previdência promete zerar fila do INSS até o fim do ano
Reprodução/SBT News
São Paulo - O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, prometeu zerar a fila de espera do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) até o fim deste ano. A expectativa da pasta, no entanto, é que os resultados já sejam expressivos entre os meses de setembro e outubro – período que coincide com as eleições.
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Em entrevista concedida ao podcast Podnews, do SBT News, no último domingo, 10, o ministro afirmou que a força-tarefa tem o objetivo honrar um pedido direto do presidente da República.
O presidente Lula tem esse compromisso com o povo brasileiro, de zerar essa fila, e nós estamos empenhados em fazer com que essa palavra seja cumprida", declarou.
A meta estipulada pelo governo é garantir que o tempo de resposta aos cidadãos seja inferior ao prazo legal de 45 dias, limite estabelecido pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
O que significa zerar a fila?
Durante a entrevista, o ministro explicou que o dado frequentemente divulgado de 2,6 milhões de pedidos acumulados precisa ser compreendido com cautela.
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De acordo com ele, a meta de zerar a fila não significa que o painel do INSS marcará zero processos, mas sim que o volume reprimido será eliminado, restando apenas o fluxo operacional normal.
Qual é a meta? É que a gente possa, até o final do ano, zerar essa fila. Ou seja, que o número fique em 1,3 milhão, que é o número de requerimentos que entram mensalmente."
Ele acrescentou que, dentro do atual montante de 2,6 milhões, cerca de 450 mil processos dependem exclusivamente do envio de documentações complementares pelos próprios segurados — etapa em que o instituto não pode intervir, defendendo que a fila, na verdade, é menor.
Pacote de ações
Para alcançar o objetivo, o INSS aposta em um pacote de ações operacionais e regras mais rígidas, que incluem:
- Travas para pedidos duplicados: com a recente Instrução Normativa PRES/INSS nº 203/2026, o sistema agora barra a abertura de novos pedidos idênticos, enquanto o prazo legal para o segurado entrar com um recurso administrativo do primeiro pedido não tiver acabado, com objetivo de evitar o inchaço artificial do sistema.
- Reforço médico: entrada em atividade de 500 novos médicos peritos, aprovados em concurso, e a realização acelerada de mutirões.
- Bônus de produtividade: o Plano de Gerenciamento de Benefícios (PGB) prevê a remuneração de servidores e peritos por análises extras focadas especificamente nos pedidos atrasados.
- Teleperícia: Expansão das salas de Perícia Conectada – hoje presentes em 76 agências –, permitindo que médicos de Estados com menor demanda avaliem pacientes das regiões Norte e Nordeste de forma remota.
Falta de servidores
Embora reconheça a queda no quadro de funcionários – que passou de 37 mil em 2015 para os atuais 22,5 mil –, o ministro foi taxativo ao defender investimentos em tecnologia em vez de focar apenas no déficit de pessoal.
"Não adianta se lastimar, dizer que tem menos servidores. A gente precisa efetivar uma maior automação. Fazer mais com menos, isso está sendo feito", argumentou. Segundo ele, o esforço da equipe aliado à modernização fez as concessões saltarem de 5,2 milhões, em 2022, para 7,6 milhões, em 2025.
Contudo, o relatório do INSS registrou em março de 2026, 796.798 benefícios indeferidos, uma taxa de rejeição de 47%.
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