TSE é visto por 51,6% como responsável por fiscalizar IA, aponta pesquisa
Marcelo Camargo/Agência Brasil
São Paulo - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi apontado como a principal instituição responsável pela fiscalização do uso de inteligência artificial nas eleições, segundo levantamento do Projeto Brief, que ouviu 2.483 pessoas em todo o País. A Corte eleitoral foi citada por 51,6% dos entrevistados.
Na sequência aparecem o governo federal, com 42,1% das respostas, as plataformas digitais, com 38%, cidadãos e eleitores, com 24,3%, e a sociedade civil e ONGs, com 17,8%. Outros 7,8% afirmaram que não deveria existir fiscalização.
Em 2026, o TSE reconheceu os riscos de manipulação envolvendo inteligência artificial e criou regras para o uso da tecnologia na propaganda eleitoral.
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No entanto, o estudo indica que o debate vai além da regulamentação e aponta que o principal desafio está na capacidade da população de reconhecer conteúdos falsos, avaliar informações e evitar o compartilhamento de materiais manipulados.
Debate sobre desinformação
Os resultados do levantamento mostram que a inteligência artificial já influencia o ambiente político brasileiro antes das eleições de 2026. O avanço de deepfakes e conteúdos sintéticos aumenta a preocupação com desinformação, confiança pública e segurança eleitoral.
Para pesquisadores, o cenário exige regras para plataformas e campanhas, além de educação digital e preparo da população para identificar manipulações online.
Precisamos de uma sociedade que saiba usar a IA com senso crítico, de instituições atentas ao que acontece no ambiente digital e de plataformas que sejam responsabilizadas pelo que entregam ao eleitor", ressalta o relatório.
O impacto tende a ser maior entre públicos mais vulneráveis à desinformação digital, especialmente idosos, que apresentam maior dificuldade para distinguir vídeos reais de conteúdos gerados por inteligência artificial.
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