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TSE é visto por 51,6% como responsável por fiscalizar IA, aponta pesquisa

Marcelo Camargo/Agência Brasil

TSE lidera lista de instituições para fiscalizar uso de IA nas eleições, aponta levantamento do Projeto Brief - Marcelo Camargo/Agência Brasil
TSE lidera lista de instituições para fiscalizar uso de IA nas eleições, aponta levantamento do Projeto Brief
Por Alexandre Barreto

29/05/2026 | 15h13

São Paulo - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi apontado como a principal instituição responsável pela fiscalização do uso de inteligência artificial nas eleições, segundo levantamento do Projeto Brief, que ouviu 2.483 pessoas em todo o País. A Corte eleitoral foi citada por 51,6% dos entrevistados.

Na sequência aparecem o governo federal, com 42,1% das respostas, as plataformas digitais, com 38%, cidadãos e eleitores, com 24,3%, e a sociedade civil e ONGs, com 17,8%. Outros 7,8% afirmaram que não deveria existir fiscalização.

Em 2026, o TSE reconheceu os riscos de manipulação envolvendo inteligência artificial e criou regras para o uso da tecnologia na propaganda eleitoral.

No entanto, o estudo indica que o debate vai além da regulamentação e aponta que o principal desafio está na capacidade da população de reconhecer conteúdos falsos, avaliar informações e evitar o compartilhamento de materiais manipulados.

Debate sobre desinformação

Os resultados do levantamento mostram que a inteligência artificial já influencia o ambiente político brasileiro antes das eleições de 2026. O avanço de deepfakes e conteúdos sintéticos aumenta a preocupação com desinformação, confiança pública e segurança eleitoral.

Para pesquisadores, o cenário exige regras para plataformas e campanhas, além de educação digital e preparo da população para identificar manipulações online.

Precisamos de uma sociedade que saiba usar a IA com senso crítico, de instituições atentas ao que acontece no ambiente digital e de plataformas que sejam responsabilizadas pelo que entregam ao eleitor", ressalta o relatório.

O impacto tende a ser maior entre públicos mais vulneráveis à desinformação digital, especialmente idosos, que apresentam maior dificuldade para distinguir vídeos reais de conteúdos gerados por inteligência artificial.

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