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Violência doméstica: São Paulo testa registro no local da ocorrência

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Caso os testes sejam favoráveis, o sistema deverá ser expandido para todos os municípios de São Paulo - Envato
Caso os testes sejam favoráveis, o sistema deverá ser expandido para todos os municípios de São Paulo
Por Paula Bulka Durães

10/03/2026 | 16h16

São Paulo – O governo de São Paulo começará a testar, até o final de março, um novo sistema de registro de boletins de ocorrência (BO) em caso de violência contra a mulher, no local do crime, sem obrigar a vítima a se deslocar à delegacia. Os testes serão feitos em Santos, no litoral paulista. 

Para acionar o sistema, basta ligar no 190. Quando o policial chegar no local da ocorrência, com autorização da vítima, ele poderá registrar o BO, com os dados repassados automaticamente à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) Online, que fará a análise do caso, pela plataforma do Registro Integrado de Evento de Segurança Pública (Riesp-DV).

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O sistema possibilita também o preenchimento do Formulário Nacional de Avaliação de Risco (Fonar), ferramente que identifica o grau de vulnerabilidade da vítima e auxilia as esquipes da DDM a solicitar com mais rapidez medidas protetivas de urgência à Justiça. 

Além disso, ele permite integrar a rede de apoio, como áreas da saúde e assistência social, desde que a vítima autorize o compartilhamento de informações.

Próximos passos

Caso os testes sejam favoráveis, o sistema deverá ser expandido para todos os municípios de São Paulo, nos próximos meses, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP). A pasta defende que o primeiro atendimento no local da ocorrência pode diminuir a subnotificação dos casos e a revitimização. 

“A violência doméstica exige uma resposta rápida e coordenada. Ao integrar as polícias e a rede de proteção desde o primeiro atendimento, garantimos que a mulher não fique sozinha no momento em que decide pedir ajuda”, argumenta a secretária de Políticas para a Mulher, Adriana Liporoni.

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