Mais que decoração: O sentimento por trás das antiguidades
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São Paulo - Em um cenário cada vez mais marcado pela velocidade da tecnologia cresce o número de pessoas que escolhe olhar para o passado como forma de expressão, estilo de vida e principalmente com muita saudade.
O antiquário Pescadores de Relíquias, localizado no Shopping Uptown, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, é um destes estabelecimentos que tem se destacado no setor de antiguidades. O local reúne peças que já fizeram parte da vida de muitas pessoas e que encontram novos significados nas mãos de outros donos.
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O acervo que impressiona pela variedade e raridade já contou com obras de artistas consagrados. Mas entre tantas preciosidades alguns itens “simples” se destacam. Aqueles que literalmente dizem ser do tempo da vovó.
São manteigueiras em formato de galinha, manufaturas nacionais, pratos colorex e peças Duralex além de vários objetos de marcas brasileiras e muito valorizadas como Real, Renner, Pozzani, Schmidt e Avon.
Para Alexandre Fernandes, diretor do Pescadores de Relíquias, tudo é uma questão de sentimento.
O antiquário é ligado ao sentimento. Há memória afetiva e também uma grande amizade com os clientes que estão no grupo de whatsapp. É uma experiência calorosa de carinho. As pessoas conseguem peças de arte, de beleza e de qualidade, e que, implicitamente, têm sentimento."
Um acervo de tranquilidade
O acervo do antiquário também possuí peças importantes como um manuscrito de Dom Pedro II e até uma bolsinha do Império Otomano em malha de aço com detalhes cinzelados.
O empresário ressalta que por muitas vezes, a busca por peças antigas sempre acaba remetendo à infância e a períodos felizes do passado, algo que vai muito além da nostalgia.
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“Eu já escutei muitas vezes o relato de pessoas que estavam de luto. Elas disseram que pescar os itens tinha virado terapia para minimizar a depressão. É muito gratificante”
Para Alexandre Fernandes, o espaço chama atenção pela experiência que proporciona. Uma visita, que segundo ele revela surpresas a cada olhar, como se cada canto escondesse uma nova descoberta.
A arte de encontrar
A dinâmica de garimpo é um dos grandes diferenciais do negócio. Os chamados “pescadores” mantêm uma rede ativa de fornecedores e oportunidades: participam de feiras de antiguidades, visitam cidades como Petropólis regularmente, adquirem lotes de famílias que desejam se desfazer de acervos completos e recebem peças diretamente de clientes brechós, etc.
Bazares de igreja, iniciativas solidárias e até grupos online fazem parte desse ecossistema de busca. Tudo isso exige conhecimento técnico apurado para identificar autenticidade e valor: como reconhecer uma porcelana legítima de Limoges ou identificar o raro vidro de uralina (vidro de urânio).
Fernandes afirma que quando encontradas algumas peças se tornam verdadeiros cases de sucesso. Um exemplo foi uma moldura com sete miniaturas de casas da companhia aérea KLM, brinde antigo altamente cobiçado por colecionadores, que, embora alcance valores elevados no mercado, foi rapidamente adquirida em uma das mesas do antiquário, evidenciando o dinamismo e o apelo das curadorias.
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