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Orlando Senna, diretor do clássico nacional 'Iracema', morre aos 86 anos

Divulgação

O cineasta e roteirista Orlando Senna passou mal após quadro de broncopneumonia - Divulgação
O cineasta e roteirista Orlando Senna passou mal após quadro de broncopneumonia
Por Adriana Del Ré

10/06/2026 | 12h09

São Paulo - O cineasta, documentarista, roteirista e gestor cultural Orlando Senna morreu nesta terça-feira (9), aos 86 anos. Segundo informações de familiares, ele havia passado mal no domingo (7), depois de apresentar quadro de broncopneumoniaO velório e a cremação serão realizados nesta quinta-feira (11), no Rio de Janeiro, cidade onde ele morava desde final dos anos 1960.

Nascido em Lençóis, na Bahia, Senna atuou como agitador cultural local antes de estrear como assistente de direção em "Tocaia no Asfalto", de Roberto Pires, em 1962.

Seu primeiro longa-metragem como diretor foi em "A Construção da Morte", em 1969, mas foi ao lado do também cineasta e documentarista Jorge Bodanzky que ganhou notoriedade ao codirigir "Iracema, Uma Transa Amazônica", de 1974. O filme permaneceu censurado no Brasil durante anos, até ser lançado em 1981.

Nesse drama documental, que mistura ficção e documentário, a dupla de diretores aborda o impacto da rodovia Transamazônica na vida da população de seu entorno, marcada pela desigualdade social. Orlando Senna assinou, ainda, roteiro de filmes de diretores como Hector Babenco e Ruy Guerra.

Foi também subsecretário de Audiovisual da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro durante o governo de Benedita da Silva, entre 2002 e 2003. Em seguida, assumiu o cargo de secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, onde permaneceu de 2003 a 2007, entre o primeiro e segundo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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