Como abrir seu MEI de forma simples e descomplicada em 12 passos
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10/02/2026 | 13h29
São Paulo, 10/02/2026 - Se você é um pequeno empreendedor e está pensando em formalizar sua e empresa, saiba que você pode operar pelo Microempreendedor Individual (MEI), regime jurídico simplificado criado para formalizar trabalhadores autônomos e pequenos empreendedores no Brasil. É um processo que exige organização, planejamento e compromisso com a gestão.
Segundo a Serasa Experian, decisões conscientes são pilares para uma atuação mais segura e sustentável. Quando a formalização é feita com planejamento, o MEI deixa de ser apenas um enquadramento legal e passa a ser uma ferramenta de organização, controle e crescimento.
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Ainda de acordo com a Serasa Experian, o processo de abertura do MEI é realizado de forma totalmente digital, simples, integrado e seguro. A interface é intuitiva, mas isso não elimina a necessidade de atenção às informações fornecidas, já que o sistema cruza dados em tempo real com diferentes bases oficiais. Veja a seguir dicas para formalizar sua empresa.
Passo a passo para abrir MEI
1. CPF regular
O primeiro passo é confirmar se o CPF está em situação regular. O sistema de abertura do MEI realiza validações automáticas com bases da administração pública, assim, qualquer inconsistência pode impedir a continuidade do cadastro.
Pendências eleitorais, divergências de nome, CPF suspenso ou dados desatualizados são motivos frequentes de bloqueio. Resolver essas situações antes de acessar o sistema evita interrupções no processo e reduz a necessidade de retrabalho.
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2. Organize documentos
Antes de iniciar o cadastro, é importante reunir todas as informações exigidas. A organização prévia torna o preenchimento mais ágil e diminui a chance de erros que podem gerar pendências futuras.
Tenha com você CPF, RG, título de eleitor e, se aplicável, o recibo da declaração do Imposto de Renda dos últimos anos. Também é essencial conhecer o CEP correto do endereço residencial e do local onde a atividade será exercida, mesmo que ambos sejam o mesmo endereço.
3. Defina a atividade principal do negócio
A definição da atividade principal é uma decisão estratégica e deve refletir aquela que gera a maior parte da receita do negócio. Essa escolha influencia diretamente o enquadramento do MEI e a forma como a atividade será registrada nos sistemas oficiais.
Além disso, a atividade principal impacta o tipo de tributo incluído no DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional para pagamento de impostos unificado) e a necessidade de licenças ou autorizações específicas. Quando o negócio envolve mais de uma atividade, é possível incluir atividades secundárias, desde que estejam entre as permitidas para o MEI.
4. Escolha o CNAE da atividade exercida
O CNAE é a Classificação Nacional de Atividades Econômicas e representa, de forma oficial, o que o negócio faz. Essa escolha precisa estar alinhada à realidade da operação, e não apenas ao nome popular da atividade.
Um CNAE incorreto pode gerar exigências municipais ou estaduais, dificuldades na emissão de notas fiscais e até risco de desenquadramento do MEI. Por isso, essa etapa exige atenção e análise cuidadosa, pois impacta diretamente a rotina do negócio.
5. Valide a conta gov.br nos níveis Prata ou Ouro
Para abrir um MEI, a conta no gov.br precisa estar validada nos níveis Prata ou Ouro. Contas no nível Bronze não permitem acesso ao formulário de formalização.
A validação pode ser feita por reconhecimento facial, quando há CNH ou biometria eleitoral cadastrada, ou por validação bancária, utilizando instituições credenciadas. Resolver essa etapa antes de iniciar o cadastro evita bloqueios e interrupções no sistema.
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6. Acesse o Portal do Empreendedor pelo canal oficial
Com a conta validada, o próximo passo é acessar o Portal do Empreendedor exclusivamente por endereços com final .gov.br. Esse cuidado é essencial para evitar golpes e cobranças indevidas. Evite links patrocinados ou sites que ofereçam “facilidade” mediante pagamento. O processo oficial é gratuito e realizado diretamente pelo governo, sem necessidade de intermediários.
7. Preencha os dados pessoais e de contato
Durante o cadastro, será necessário informar dados pessoais, telefone e endereço de e-mail. Essas informações são utilizadas para comunicações oficiais e futuras atualizações cadastrais.
Erros nessa etapa podem dificultar o acesso posterior ao sistema, a recuperação de senha ou o recebimento de notificações importantes. Por isso, a revisão cuidadosa dos dados é fundamental antes de avançar.
8. Informe corretamente os endereços do negócio
O sistema solicita o endereço residencial e o endereço onde a atividade será exercida. Em muitos casos, ambos podem ser o mesmo, desde que a atividade permita e a legislação municipal não imponha restrições.
Informar endereços inconsistentes ou que não correspondem à realidade pode gerar exigências da prefeitura, atrasar a regularização e impedir a emissão de notas fiscais. Essa etapa deve refletir com precisão onde o negócio funciona.
9. Confirme as declarações exigidas pelo sistema
Antes de concluir o cadastro, o sistema apresenta declarações legais que precisam ser confirmadas. Elas envolvem, por exemplo, a inexistência de impedimentos para atuar como MEI e o cumprimento das regras do regime. Essas declarações têm efeito legal. Por isso, é importante ler cada uma com atenção e confirmar apenas se estiver de acordo com a situação real da atividade.
10. Finalize o cadastro e gere o CNPJ
Após a confirmação de todas as informações, o sistema realiza validações automáticas. Quando não há inconsistências, o CNPJ é gerado imediatamente, concluindo a formalização. Esse é o momento em que o negócio passa a existir oficialmente como empresa. Anotar o número do CNPJ e seguir para a emissão do certificado é parte importante dessa etapa.
11. Emita e armazene o CCMEI
O CCMEI (Certificado da Condição de Microempreendedor Individual) é o documento que comprova a formalização do MEI. Ele reúne informações essenciais sobre o negócio e o enquadramento no regime.
Esse certificado deve ser salvo e armazenado, pois será utilizado em abertura de conta bancária, cadastros com fornecedores, emissão de notas fiscais e comprovação da regularidade do CNPJ.
12. Realize a regularização pós-abertura, quando exigida
Após a abertura do MEI, pode ser necessário regularizar a inscrição municipal junto à prefeitura, especialmente para atividades de prestação de serviços. Em casos de comércio ou indústria, também pode haver exigência de inscrição estadual.
Cumprir essas etapas garante que o negócio esteja apto a operar plenamente, emitir notas fiscais e atender às exigências legais locais, evitando problemas operacionais no dia a dia.
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