Concessão de consignado privado caí 10,1% em abril ante março
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Brasília, 28/05/2026 - As concessões de crédito consignado para trabalhadores do setor privado caíram 10,1% em abril, na comparação com março, informou nesta quinta-feira o Banco Central (BC). O montante passou de R$ 10,864 bilhões para R$ 9,764 bilhões no período.
O saldo da modalidade cresceu 2,1% em abril, para um total de R$ 104,112 bilhões. Os números refletem principalmente o comportamento do novo modelo de consignado privado, o Crédito do Trabalhador, lançado pelo governo no fim de março de 2025.
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A taxa média de juros do consignado privado caiu de 56,8% em março para 56,3% em abril. O governo espera que, com o Crédito do Trabalhador, o tomador migre para linhas com taxas mais baixas. O comportamento dos juros no consignado privado, porém, tem registrado alta neste primeiro momento, refletindo a adaptação de instituições financeiras à modalidade e o interesse pelo segmento.
Habitação
O estoque das operações de crédito direcionado para habitação no segmento pessoa física cresceu 1,0% em abril, na comparação com março. O saldo atingiu R$ 1,352 trilhão, uma alta de 11,7% em 12 meses.
O estoque de operações de crédito livre para compra de veículos por pessoa física cresceu 0,8% em abril, para R$ 414,8 bilhões. No acumulado de 12 meses, sobe 15,6%.
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Já as concessões de crédito livre dos bancos caíram 5,9% em abril, na comparação com março, para R$ 626,4 bilhões, informou o Banco Central nesta quinta-feira. No acumulado de 12 meses, crescem 8,9%. Os dados não têm ajuste sazonal.
Concessões para pessoas físicas caíram 4,3% no mês, para R$ 337,3 bilhões. No acumulado de 12 meses, avançam 10,3%. As concessões para empresas recuaram 7,6%, para R$ 289,2 bilhões. Em 12 meses, registram alta de 7,3%.
Inadimplência
A taxa de inadimplência nas operações de crédito livre subiu de 5,7% em março para 5,8% em abril. A taxa para pessoas físicas passou de 7,0% para 7,2%. A das empresas aumentou de 3,5% para 3,6%.
A inadimplência do crédito direcionado, com recursos da poupança e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), avançou de 2,6% para 2,7%, de março para abril.
Considerando o crédito total, que inclui o livre e o direcionado, a taxa passou de 4,3% para 4,4%.
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Estoque
O saldo das operações de crédito do sistema financeiro subiu 0,3% entre março e abril. O estoque atingiu R$ 7,245 trilhões, uma alta de 9,3% no acumulado de 12 meses.
O saldo das operações com pessoas físicas avançou 0,6% em abril e 10,8% em 12 meses. Para empresas, caiu 0,1%, com alta de 6,7% em 12 meses.
O estoque de crédito livre caiu 0,1% em abril. O do crédito direcionado, com recursos do BNDES e poupança, teve alta de 0,9% na mesma comparação.
Entre os recursos livres, os saldos para pessoas físicas subiram 0,3%. Para pessoas jurídicas, caíram 0,7%.
O total de operações de crédito em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) permaneceu em 55,8%, mesmo nível em que estava em março.
(Por Marianna Gualter e Célia Froufe)
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