Consumo de café cresce 2,44% no Brasil em 2026, mas preços seguem elevados
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São Paulo - O consumo de café no Brasil voltou a crescer em 2026 após um 2025 marcado pela alta dos preços e retração nas vendas. Dados divulgados recentemente pela Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic) mostram que as vendas no varejo subiram 2,44% no primeiro quadrimestre deste ano, com 4,91 milhões de sacas comercializadas entre janeiro e abril.
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O resultado representa uma recuperação em relação ao mesmo período de 2025, quando o setor registrou queda acumulada de 5,13%.
Apesar do avanço, o crescimento ainda não compensa totalmente as perdas do ano passado, provocadas principalmente pela valorização da matéria-prima e pelo aumento dos preços ao consumidor.
Os dados divulgados às vésperas do Dia Nacional do Café, celebrado em 24 de maio, reforçam o peso econômico e cultural da bebida no País. A data foi instituída em 2005 pela ABIC para marcar o início oficial da colheita do grão nas principais regiões produtoras.
Atualmente, o café está presente em 98% dos lares brasileiros, segundo a Abic, e o Brasil segue como maior produtor e exportador mundial do grão, posição mantida há cerca de 150 anos.
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Março e abril puxaram recuperação do consumo
Segundo a ABIC, a retomada das vendas ganhou força a partir de março. O mês registrou crescimento de 10,25% em relação ao mesmo período de 2025. Em abril, a alta foi de 3,66%.
Os meses de janeiro e fevereiro ainda tiveram retração nas vendas, refletindo os efeitos da pressão de preços acumulada ao longo de 2025. O desempenho mais forte no fim do quadrimestre indica melhora gradual do mercado e maior estabilidade no abastecimento da indústria.
A sazonalidade do consumo permaneceu dentro do padrão histórico, com abril mantendo um dos melhores desempenhos para o varejo cafeeiro.
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Preço do café segue elevado em várias categorias
Mesmo com sinais de estabilização, os preços do café continuam altos em diferentes segmentos. O café descafeinado teve a maior alta entre abril de 2025 e abril de 2026, passando de R$ 94,98 para R$ 114,93 por quilo, avanço de cerca de 21%.
O café especial também registrou valorização expressiva. O preço médio subiu de R$ 137,96 para R$ 161,26 por quilo no período.
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Em contrapartida, algumas categorias apresentaram redução. O café tradicional e extraforte caiu 15,51%, passando de R$ 65,50 para R$ 55,34 por quilo.
Já o café superior teve recuo de 12,65%. As cápsulas também ficaram mais baratas, com queda de 9,49% no comparativo anual.
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