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Cresce número de brasileiros que apostam em bets, aponta pesquisa

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Idade média desse público é de 35 anos, sendo 66% deles integrado por homens - Envato
Idade média desse público é de 35 anos, sendo 66% deles integrado por homens
Por Fabiana Holtz

23/04/2026 | 12h21

São Paulo - O número de brasileiros que fizeram alguma aposta online (bets) no Brasil cresceu de 15% para 17% da população em 2025, de acordo com dados da 9ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro, pesquisa realizada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) em parceria com o Datafolha. A idade média desse público está em 35 anos, sendo 66% deles integrado por homens, com renda média familiar de R$ 5.402

Em termos globais, o Brasil já é considerado o quinto maior mercado do mundo. Em 2025, a receita bruta das empresas reguladas – que possuem autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas, do Ministério da Fazenda (SPA-MF), para operar – alcançou R$ 37 bilhões.

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Ao serem questionados sobre qual seria a principal motivação para apostar, 39% dos entrevistados mencionam 'ganhar dinheiro rápido em momentos de necessidade'.

A percepção de buscar as bets como diversão cresceu de 26% para 32% nesta edição da pesquisa, enquanto o entendimento equivocado das apostas como investimento se manteve em 20%.

Com relação ao valor gasto com apostas online, 37% diz destinar em torno de R$ 100 ou mais por mês para as bets.

gráfico com perfil do apostador

Mensurado pela segunda vez no Raio X, o indicador de tendência ao vício em apostas passou de 10% para 11% (parcela com alto risco de vício), seguindo perto da estabilidade. 

Entre os interessados em apostas, além de um perfil predominantemente masculino, 82% são da geração Z ou millennials e 56% estão na classe C. Já o índice de pessoas sem indicadores de problemas com jogos diminuiu de 35% para 32%.

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Público mais jovem

Em sua análise, no recorte por geração, a Anbima destaca que um em cada quatro entrevistados da geração Z é apostador (27%), e entre os millennials a fatia é de 22%. O percentual de apostadores cai drasticamente na geração X, para 10%, e ainda mais entre os boomers, com 4%. 

Enquanto 60% da população diz nunca ter usado apps de apostas, o índice chega a 73% entre os mais velhos da amostra, indicando que o hábito de jogar online está mais presente entre os mais jovens.

A Anbima reforça que danos associados às apostas e jogos de azar geram um custo social anual estimado em R$ 38,8 bilhões no Brasil. Questões ligadas a saúde, como perda de qualidade de vida ou tratamentos relacionados à depressão, além de mortes por suicídio, são responsáveis por quase 80% desse montante.

A projeção é do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (Ieps), Frente Parlamentar Mista para Promoção da Saúde Mental (FPSM) e organização Umane.

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