Governo aumenta limites de renda e financiamento do Minha Casa Minha Vida
Ricardo Stuckert/PR
Brasília - O Conselho Curador do FGTS aprovou nesta terça-feira a proposta de reajuste nas faixas de renda das faixas 1 a 4 e nos limites de preços de imóveis que podem ser financiados pelo programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV).
A alteração, proposta pelo Ministério das Cidades, tem o objetivo de adequar os limites de renda mensal ao salário mínimo, reajustado anualmente acima da inflação. A ideia é que o limite da Faixa 1 fique próximo a duas vezes o salário mínimo. Hoje, ele é de 1,76 vezes e, com a alteração, passa para 1,97 vezes.
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Da mesma forma, a mudança faz com que o limite da Faixa 2 passe de 2,90 vezes o salário mínimo para 3,08 vezes. O limite da Faixa 3 aumenta de 5,31 vezes para 5,92 vezes o mínimo.
Segundo analistas, as novas regras tendem a aumentar a quantidade de famílias com poder para comprar a casa própria, abrindo espaço para as construtoras ampliarem o volume de lançamentos e a velocidade de vendas, assim como o preço final das moradias.
Veja abaixo as mudanças
Limites de renda mensal
- Faixa 1: de R$ 2.850 para R$ 3.200 (+12%)
- Faixa 2: de R$ 4.700 para R$ 5.000 (+9%)
- Faixa 3: de R$ 8.600 para R$ 9.600 (+12%)
- Faixa 4: de R$ 12.000 para R$ 13.000 (+8%)
Valor dos imóveis financiados
- Faixas 1 e 2: R$ 210 mil a R$ 275 mil (sem mudanças)
- Faixa 3: R$ 350 mil para R$ 400 mil (+14%)
- Faixa 4 (Classe Média): R$ 500 mil para R$ 600 mil (+20%)
Segundo o Ministério das Cidades, as alterações aprovadas nesta terça-feira vão permitir que 87,5 mil famílias sejam beneficiadas com a redução da taxa de juros aplicada sobre o seu financiamento, por passarem para uma faixa menor. Os juros do MCMV vão de 4% ao ano, na menor subfaixa da Faixa 1, até 7,66% ao ano na Faixa 3.
Além disso, 31,3 mil famílias seriam incluídas nas condições da área de Habitação Popular pela ampliação da Faixa 3, e 8,2 mil famílias seriam incluídas no MCMV Classe Média por meio do aumento do limite de renda nesse estrato.
As alterações terão custo de R$ 500 milhões para o orçamento de descontos do FGTS, e de R$ 3,6 bilhões no orçamento oneroso. Segundo os técnicos do conselho, o impacto deve ser absorvido pelo Fundo Social, que deve passar a financiar também a Faixa 3 e a classe média a partir do segundo semestre.
O trabalho técnico para aprovar esse financiamento já foi feito, mas o Conselho Monetário Nacional (CMN) ainda precisa autorizar esse uso do Fundo Social.
(Por Cícero Cotrim)
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