Inadimplência mantém tendência de alta em 2026, segundo estudo
Envato
10/02/2026 | 11h32
São Paulo, 10/02/2026 - O nível de inadimplência das famílias brasileiras deve seguir alto neste início de ano, de acordo com estudo do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar) realizado em parceria com a FIA Business School.
De acordo com as projeções, em fevereiro a inadimplência total das pessoas físicas deve alcançar uma média de 5,40%, em março avançar para 5,46% e no mês de abril chegar a 5,59%. O conceito de inadimplência adotado considera operações com atraso superior a 90 dias.
As projeções foram obtidas a partir de modelos econométricos (que combinam economia, matemática e estatística) baseados em séries temporais do Banco Central com recorte iniciado em maio de 2016 e informações observadas até dezembro de 2025.
Leia também: 60% dos brasileiros têm planos de tomar crédito neste início de 2026
Os dados revelam um ambiente ainda desafiador para o orçamento das famílias, afirma Claudio Felisoni, presidente do Ibevar e professor da FIA Business School. Segundo ele, isso exige atenção redobrada do sistema financeiro e do varejo, pois o consumidor mostra que ainda segue adaptando sua realidade de consumo e pagamento.
Outro indicador preocupante, reforça o Ibevar, é o crescimento do percentual de atrasos entre 15 e 90 dias. Com isso, a probabilidade de a inadimplência efetiva ficar mais próxima do limite superior das projeções se torna mais real, principalmente em fevereiro de 2026.
Leia também: Décimo terceiro à vista: 60% vão pagar contas e 34% pretendem investir
Endividamento das famílias
Neste início de ano, dados do Banco Central já mostravam que o endividamento das famílias brasileiras com o sistema financeiro subiu de 49,3% em outubro para 49,8% em novembro. O resultado se aproxima do pico histórico da série, que foi atingido em julho de 2022, com 49,9%.
Leia também: Endividamento das famílias chega a 49,8% em novembro de 2025, diz BC
Descontadas as dívidas imobiliárias, o endividamento passou de 30,9% para 31,3% na passagem de outubro para novembro.
Comentários
Política de comentários
Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.
