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Preços dos imóveis residenciais sobem 18,64% em 2025, segundo Abecip

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Alta é atribuída a fatores estruturais de oferta e demanda e uma percepção do imóvel como ativo de preservação de valor - Envato
Alta é atribuída a fatores estruturais de oferta e demanda e uma percepção do imóvel como ativo de preservação de valor
Por Fabiana Holtz

23/01/2026 | 17h57

São Paulo, 23/01/2026 - Com demanda aquecida e restrições de oferta, os preços dos imóveis residênciais subiram 18,64% em 2025, com reflexos nas principais capitais do País, de acordo com o Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R) da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). O avanço, inclusive, superou a inflação e a alta dos custos da construção. Em dezembro, o IGMI-R subiu 1,52%, acelerando em relação a novembro (1,15%).

O resultado, além de representar a maior alta da série histórica, iniciada em 2016, confirma a trajetória de aquecimento do mercado imobiliário residencial brasileiro, ressalta a associação, impulsionada por fatores estruturais de oferta e demanda. Outro fator importante para esse cenário, aponta a Abecip, é a percepção do imóvel como ativo de preservação de valor. 

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No âmbito nacional a alta em dezembro foi registrada em sete das dez capitais analisadas, o que reforça o caráter amplo do movimento de valorização dos imóveis visto ao longo do ano. 

Sudeste tem alta generalizada

No recorte por região, no Sudeste, eixo central do mercado imobiliário brasileiro, a alta foi generalizada. A capital paulista registrou avanço de 1,61% em dezembro e de 15,76% em 12 meses. Rio de Janeiro avançou 0,41% no mês e 14,17% no ano. 

Em Belo Horizonte a alta mensal foi mais leve, de 0,64%, mas o resultado anual foi de alta de 20,06%, ficando acima da média nacional. 

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Brasília tem valorização histórica

No Centro-Oeste, Brasília manteve a liderança com valorização histórica. Em dezembro, a capital federal registrou alta de 2,97% e encerrou 2025 com uma disparada de 27,11%, maior patamar de toda a série histórica do IGMI-R. Na ponta oposta, Goiânia registrou alta mensal de 0,84%, e o acumulado em 12 meses de 11,83%, marcando o menor avanço entre as capitais analisadas. 

No Nordeste, a pressão foi mais forte em dezembro. Os preços na capital cearense, por exemplo, subiram 2,10% no mês e 15,59% no ano. Salvador registrou uma das maiores altas mensais, com 2,74%, elevando o acumulado em 12 meses para 23,37%. Recife, apesar de leve desaceleração mensal (1,89%), encerrou 2025 com salto de 24,71%, uma das mais elevadas do país. 

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No Sul, Curitiba manteve forte ritmo de valorização, com alta de 2,20% em dezembro e acumulado de 24,68% em 2025. Já Porto Alegre registrou queda de 0,19% em dezembro, encerrando o ano com alta acumulada de 16,63%. 

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