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Roupas, calçados e acessórios lideram os presentes do Dia das Mães

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Metade dos consumidores deve presentear com roupas ou calçados - Envato
Metade dos consumidores deve presentear com roupas ou calçados
Por Marcia Furlan

08/05/2026 | 13h45

São Paulo - Roupas, calçados e acessórios devem liderar as compras para o Dia das Mães neste ano. Pesquisa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), realizada com 1.643 pessoas em todo o País, mostra que 50,5% dos consumidores pretendem escolher esse tipo de presente.

Perfumes e cosméticos aparecem na sequência, com 43,2% das intenções, enquanto chocolates e flores devem ser opção para 29,5% dos entrevistados. Somadas as categorias de beleza, joias e bijuterias, essas opções concentram cerca de 59% das intenções de compra.

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Por outro lado, itens mais caros perderam espaço. Apenas 20,7% pretendem presentear com móveis e eletrodomésticos, e 11,5% com eletrônicos. Juntos, esses segmentos representam 32,2% das intenções. Em 2025, eram 38,4%, o que, segundo a entidade, reflete os juros elevados e o alto nível de endividamento das famílias.

Como estão os preços

A boa notícia é que os preços dos produtos típicos da data não registraram alta expressiva em relação ao Dia das Mães do ano passado. A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) constatou aumento médio de 2,89% nos 38 itens mais procurados, enquanto a inflação acumulada ficou próxima de 4%.

A maior alta foi registrada nas joias, que subiram 26,81% em um ano, movimento explicado pela valorização do ouro nos últimos meses. A prata e as bijuterias seguiram a mesma tendência. Embora mais acessíveis, as bijuterias tiveram aumento relevante, de 10,48%.

Outros itens com alta acima da média foram flores naturais (12%), produtos para cabelo (9,74%) e livros não didáticos (6,74%).

Já vestuário e calçados, categoria mais procurada na data, apresentaram variações mais moderadas. As sandálias tiveram a maior alta (6,25%), seguidas por blusas (3,47%) e vestidos (2,22%). Nesse segmento, a menor variação foi observada nas saias (1,7%), segundo a FecomercioSP.

Inflação Dia das Mães — % acumulado até março

ITEM 2025 2026
Joia 32,54 26,81
Flores naturais -0,27 11,82
Bijuteria 3,36 10,48
Produto para cabelo 6,31 9,74
Livro não didático 5,48 6,74
Sandália/chinelo 3,37 6,25
Roupa de banho 1,3 6,2
Chuveiro elétrico 8,29 6,13
Tênis 0,99 5,44
Sapato feminino 4,04 5,4
Calça comprida feminina 0,9 4,64
Produto para pele 5,1 4,62
Lingerie 4,98 4,01
Artigos de armarinho 5,79 4,01
Computador pessoal 6,37 3,66
Blusa 4,02 3,47
Bermuda/short feminino 3,44 3,46
Óculos de grau 2,9 3
Mobiliário 4,03 2,93
Utensílios de metal 1,3 2,5
Perfume 10,18 2,49
Relógio de pulso 3,43 2,45
Agasalho feminino -0,45 2,36
Bolsa 0,49 2,32
Vestido 0,37 2,22
Saia 4,51 1,7
Utensílios de vidro e louça 0,3 0,49
Aparelho de som 3,26 0,31
Mochila 2,8 -0,13
Televisor 0,74 -1,62
Aparelho telefônico -1,09 -2,04
Roupa de cama 0,43 -2,59
Máquina de lavar roupa -0,53 -3,19
Produto para unha 7,09 -3,24
Fogão -1,47 -6,48
Ventilador -1,17 -7,24
Refrigerador -1,07 -8,16
Ar-condicionado 5,04 -12,17
Inflação cesta de Dia das Mães 4 2,89
Inflação geral Brasil 5,49 4,37

*Fonte: IBGE/FecomercioSP

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Comércio deve faturar perto de R$ 14 bilhões

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que o volume de vendas do comércio para o Dia das Mães alcance R$ 14,47 bilhões em 2026. Se confirmada a projeção, o resultado representará avanço de 1,5% em relação ao faturamento registrado na mesma data do ano passado.

Segundo a entidade, apesar do mercado de trabalho mais aquecido e da inflação controlada, o consumo segue pressionado pelo crédito caro, pelo aumento do endividamento das famílias e pelo cenário internacional de incertezas políticas e econômicas geradas pela guerra entre Estados Unidos e Irã, de acordo com o economista-chefe da CNC, Fábio Bentes.

A deterioração das condições de crédito elevou os índices de inadimplência e endividamento, o que explica por que ramos dependentes de algum tipo de financiamento devem registrar retração de 4,4% nas vendas na comparação entre a atual edição do Dia das Mães e a última”.

Em março deste ano, o percentual de famílias com dívidas a vencer chegou a 80,4%, acima do registrado no mesmo mês do ano passado (77,1%) e no maior nível da série histórica, iniciada em 2010. Já o percentual de famílias com contas em atraso atingiu 29,6%, também acima do índice de março de 2025 (28,6%).

“Com menos recursos disponíveis para gastos não essenciais, o comércio sofre”, acrescenta Bentes.

A CNC destaca que, apesar de o Dia das Mães ser considerado o “Natal do primeiro semestre” do varejo brasileiro e a segunda data mais importante do calendário do comércio nacional, as empresas do setor precisam ter cautela diante das incertezas à frente, como o impacto da alta da gasolina e uma redução da taxa de juros menor do que a prevista inicialmente.

Menos da metade pretendem ir às compras

Apesar do interesse pelos presentes tradicionais, menos da metade dos brasileiros pretende ir às compras na data. O levantamento da ACSP feito em parceria com a PiniOn apontou que 45,8% dos entrevistados devem comprar algum item, enquanto 31,9% não pretendem consumir no Dia das Mães. Outros 22,3% disseram estar indecisos, o que indica possibilidade de ida às compras à medida que a data se aproxima.

Entre os consumidores que vão presentear, 39,1% pretendem gastar mais do que no ano passado, enquanto 33% querem reduzir as despesas. Para 77,6% dos entrevistados, a faixa de preço dos presentes deve ficar entre R$ 50 e R$ 750, valores um pouco acima dos registrados em 2025. No ano passado, a faixa predominante era de R$ 50 a R$ 600.

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"As intenções de compra para o Dia das Mães indicam um consumo mais concentrado em itens de menor valor e menos dependentes de crédito”, afirma o economista da ACSP, Ulisses Ruiz de Gamboa.

Segundo ele, o dado também mostra a prevalência do varejo físico como principal local de compra, em linha com o resultado da pesquisa que aponta que 62,1% dos consumidores devem utilizar esse canal.

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Em relação à forma de pagamento, predominam as compras à vista, feitas com dinheiro, débito ou PIX. O crédito segue mais relevante apenas para compras de maior valor, como eletrodomésticos e viagens.

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