Roupas, calçados e acessórios lideram os presentes do Dia das Mães
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São Paulo - Roupas, calçados e acessórios devem liderar as compras para o Dia das Mães neste ano. Pesquisa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), realizada com 1.643 pessoas em todo o País, mostra que 50,5% dos consumidores pretendem escolher esse tipo de presente.
Perfumes e cosméticos aparecem na sequência, com 43,2% das intenções, enquanto chocolates e flores devem ser opção para 29,5% dos entrevistados. Somadas as categorias de beleza, joias e bijuterias, essas opções concentram cerca de 59% das intenções de compra.
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Por outro lado, itens mais caros perderam espaço. Apenas 20,7% pretendem presentear com móveis e eletrodomésticos, e 11,5% com eletrônicos. Juntos, esses segmentos representam 32,2% das intenções. Em 2025, eram 38,4%, o que, segundo a entidade, reflete os juros elevados e o alto nível de endividamento das famílias.
Como estão os preços
A boa notícia é que os preços dos produtos típicos da data não registraram alta expressiva em relação ao Dia das Mães do ano passado. A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) constatou aumento médio de 2,89% nos 38 itens mais procurados, enquanto a inflação acumulada ficou próxima de 4%.
A maior alta foi registrada nas joias, que subiram 26,81% em um ano, movimento explicado pela valorização do ouro nos últimos meses. A prata e as bijuterias seguiram a mesma tendência. Embora mais acessíveis, as bijuterias tiveram aumento relevante, de 10,48%.
Outros itens com alta acima da média foram flores naturais (12%), produtos para cabelo (9,74%) e livros não didáticos (6,74%).
Já vestuário e calçados, categoria mais procurada na data, apresentaram variações mais moderadas. As sandálias tiveram a maior alta (6,25%), seguidas por blusas (3,47%) e vestidos (2,22%). Nesse segmento, a menor variação foi observada nas saias (1,7%), segundo a FecomercioSP.
Inflação Dia das Mães — % acumulado até março
| ITEM | 2025 | 2026 |
| Joia | 32,54 | 26,81 |
| Flores naturais | -0,27 | 11,82 |
| Bijuteria | 3,36 | 10,48 |
| Produto para cabelo | 6,31 | 9,74 |
| Livro não didático | 5,48 | 6,74 |
| Sandália/chinelo | 3,37 | 6,25 |
| Roupa de banho | 1,3 | 6,2 |
| Chuveiro elétrico | 8,29 | 6,13 |
| Tênis | 0,99 | 5,44 |
| Sapato feminino | 4,04 | 5,4 |
| Calça comprida feminina | 0,9 | 4,64 |
| Produto para pele | 5,1 | 4,62 |
| Lingerie | 4,98 | 4,01 |
| Artigos de armarinho | 5,79 | 4,01 |
| Computador pessoal | 6,37 | 3,66 |
| Blusa | 4,02 | 3,47 |
| Bermuda/short feminino | 3,44 | 3,46 |
| Óculos de grau | 2,9 | 3 |
| Mobiliário | 4,03 | 2,93 |
| Utensílios de metal | 1,3 | 2,5 |
| Perfume | 10,18 | 2,49 |
| Relógio de pulso | 3,43 | 2,45 |
| Agasalho feminino | -0,45 | 2,36 |
| Bolsa | 0,49 | 2,32 |
| Vestido | 0,37 | 2,22 |
| Saia | 4,51 | 1,7 |
| Utensílios de vidro e louça | 0,3 | 0,49 |
| Aparelho de som | 3,26 | 0,31 |
| Mochila | 2,8 | -0,13 |
| Televisor | 0,74 | -1,62 |
| Aparelho telefônico | -1,09 | -2,04 |
| Roupa de cama | 0,43 | -2,59 |
| Máquina de lavar roupa | -0,53 | -3,19 |
| Produto para unha | 7,09 | -3,24 |
| Fogão | -1,47 | -6,48 |
| Ventilador | -1,17 | -7,24 |
| Refrigerador | -1,07 | -8,16 |
| Ar-condicionado | 5,04 | -12,17 |
| Inflação cesta de Dia das Mães | 4 | 2,89 |
| Inflação geral Brasil | 5,49 | 4,37 |
*Fonte: IBGE/FecomercioSP
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Comércio deve faturar perto de R$ 14 bilhões
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que o volume de vendas do comércio para o Dia das Mães alcance R$ 14,47 bilhões em 2026. Se confirmada a projeção, o resultado representará avanço de 1,5% em relação ao faturamento registrado na mesma data do ano passado.
Segundo a entidade, apesar do mercado de trabalho mais aquecido e da inflação controlada, o consumo segue pressionado pelo crédito caro, pelo aumento do endividamento das famílias e pelo cenário internacional de incertezas políticas e econômicas geradas pela guerra entre Estados Unidos e Irã, de acordo com o economista-chefe da CNC, Fábio Bentes.
A deterioração das condições de crédito elevou os índices de inadimplência e endividamento, o que explica por que ramos dependentes de algum tipo de financiamento devem registrar retração de 4,4% nas vendas na comparação entre a atual edição do Dia das Mães e a última”.
Em março deste ano, o percentual de famílias com dívidas a vencer chegou a 80,4%, acima do registrado no mesmo mês do ano passado (77,1%) e no maior nível da série histórica, iniciada em 2010. Já o percentual de famílias com contas em atraso atingiu 29,6%, também acima do índice de março de 2025 (28,6%).
“Com menos recursos disponíveis para gastos não essenciais, o comércio sofre”, acrescenta Bentes.
A CNC destaca que, apesar de o Dia das Mães ser considerado o “Natal do primeiro semestre” do varejo brasileiro e a segunda data mais importante do calendário do comércio nacional, as empresas do setor precisam ter cautela diante das incertezas à frente, como o impacto da alta da gasolina e uma redução da taxa de juros menor do que a prevista inicialmente.
Menos da metade pretendem ir às compras
Apesar do interesse pelos presentes tradicionais, menos da metade dos brasileiros pretende ir às compras na data. O levantamento da ACSP feito em parceria com a PiniOn apontou que 45,8% dos entrevistados devem comprar algum item, enquanto 31,9% não pretendem consumir no Dia das Mães. Outros 22,3% disseram estar indecisos, o que indica possibilidade de ida às compras à medida que a data se aproxima.
Entre os consumidores que vão presentear, 39,1% pretendem gastar mais do que no ano passado, enquanto 33% querem reduzir as despesas. Para 77,6% dos entrevistados, a faixa de preço dos presentes deve ficar entre R$ 50 e R$ 750, valores um pouco acima dos registrados em 2025. No ano passado, a faixa predominante era de R$ 50 a R$ 600.
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"As intenções de compra para o Dia das Mães indicam um consumo mais concentrado em itens de menor valor e menos dependentes de crédito”, afirma o economista da ACSP, Ulisses Ruiz de Gamboa.
Segundo ele, o dado também mostra a prevalência do varejo físico como principal local de compra, em linha com o resultado da pesquisa que aponta que 62,1% dos consumidores devem utilizar esse canal.
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Em relação à forma de pagamento, predominam as compras à vista, feitas com dinheiro, débito ou PIX. O crédito segue mais relevante apenas para compras de maior valor, como eletrodomésticos e viagens.
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